Menu

sábado, 3 de novembro de 2012


Os Fãs de MJ São o Legado? : Part I de III

 

 


 

Por Barbara Kaufmann
Traduzido por Daniela Ferreira para o blog The Man in the Music

  

Quais são as qualidades de um fã legado? Bem, se você está falando de alguém que deixou o planeta, isso pode significar fãs que continuam a tocar a música dele, que assistem aos filmes arquivados dele feitos durante a vida dele, que podem ter uma fotografia ou duas, ou um álbum de fotografias, maye e autógrafo ou pode significar um passeio pela estrada da nostalgia de uma celebridade, artista, ator ou músico que marcou um de marcos de uma vida.
Para os fãs de Michael Jackson, isso significa algo muito diferente. Significa aceitar ou rejeitar o pedido para aceitar o seu fundamento (sim! era um apelo) "você é o meu legado".
Ele não disse "minha música é o meu legado". Ele não disse "meus filmes são o meu legado". Ele não disse "minha arte é o meu legado". Ele nem mesmo disse "meus filhos são o meu legado". Ele disse que desejava a imortalidade. Quando a última pessoa que conhece você morre, o que acontece a sua memória? O seu legado? O que é deixado para trás, quando o seu legado é o que você passa para frente como contribuições feitas para o mundo, que o torna um lugar melhor do que você encontrou. Suas contribuições vivem como você “as” passa para frente, para a próxima geração.
E ele disse aos fãs "vocês são o meu legado". Isso significa que se você é um fã, você está redigido como um embaixador do futuro. Os melhores embaixadores representam o que eles representam com diplomacia consumada. Michael torna-se verdadeiramente "o imortal" quando os fãs vivem o legado dele.
 



Michael Jackson escolheu apenas os melhores e mais brilhantes para trabalhar com ele, para representá-lo, para ser considerado, “uma estensão do próprio homem”. Michael admirava as mulheres, em particular, que eram "elegantes", que se comportarvam com dignidade; ele admirava pessoas, em geral, que eram discretas, dignas, leais, confiáveis e inteligentes na forma como elas, com maturidade, aplicavam a habilidade e talento delas.
Todos os colaboradores de Michael dizem que Michael era: "o profissional consumado; pontual; respeitoso; humilde, generoso, trabalhador". Eles também dizem que ele comandou excelência e foi capaz de extrair das pessoas a mais elevada forma de arte que elas tinham por dentro, dormente e não expressa. Ele, aparentemente, foi capaz de trazer o melhor de todos que trabalharam com ele e fez isso com tanto amor e sutileza que eles não tinham consciência do que estava realmente fazendo. Ele foi treinador e líder de torcida para muitos.
Ele também fez isso para os fãs dele. E ele fez isso com tanto amor e devoção. Sim, o grande AMOR. A maior forma de amor é chegar dentro de alguém que você está orientando, segurar o melhor do que eles são capazes de dar e de se tornar, e puxar isso para fora deles. É como uma parteira auxiliando no nascimento do que há de melhor em você. Em seguida, um mentor que é um mestre, recua e permite que você veja o seu próprio brilho e leve o crédito por isso. Sim, grandes mentores, professores, gurus, sentem orgulho dos alunos dele, mas não levar o crédito pelo ministperio dele. Grandes mestres exigem nenhuma atribuição e deliciam-se com os talentos dos orientandos dele na mais brilhante forma dele. Isso é verdadeira qualidade estrela
E é espiritual. É a canção inédita da alma – o divino dentro, a centelha do criador, o cálice sagrado que é o ser humano. É a busca pelo Graal do indivíduo humano – para tocar no brilho interior e compartilhá-lo incondicionalmente com o mundo. A mensagem de Michael era: "seja tudo o que são capazes de ser e de faça isso em seu próprio caminho e como só você pode; seja o melhor no que faz, aprimore o seu ofício e aperfeiçoie-o. Então, o presentei ao mundo”. Ele treinou e preparou todos com que ele trabalhou para “trazer isso”!
Michael escolheu lidar com as pessoas de qualidade estrela, capazes de mostrar atenção aos detalhes, que admiravam qualidade, que exerceram discrição e moderação, que eram fiéis, que deram tudo por tudo, e aqueles que entenderam que por estarem com Michael, eles estavam de pé com melhor esforço deles. Quando as pessoas lhe davam o seu melhor delas, ele pedia mais. E, em seguida, mais.
Essas normas também dev eriam ser aplivadas àqueles que se consideram os fãs dele? Bem, se você vai ficar com Michael, você sabe o que é esperado. E se você irá representar Michael, então, há certos padrões que se aplicam. E moderação até que todos os fatos sejam conhecidos, é um dos padrões – o teste mocassim, se você quiser. Você já andou naqueles mocassins? Ou pelo menos, imaginou-se neles?
É importante saber quem você é e o que você representa. Este é o início. O filósofo grego Sócrates disse: "Conhece a ti mesmo". O Oráculo de Delfos disse algo semelhante, portanto esse não é um conceito novo. A nova teoria física quântica está nos ensinando quem somos – e a realidade é – o que nós acreditamos. Dessa forma, sabendo quem você é, o que você acredita, e que significado você encontra em sua vida é o que tem grande impacto no mundo e contribui para a realidade do mundo. Tudo é um espectro – som, luz, consciência. Nos extremos, o mundo e a humanidade: sobem em uma extremidade e acidentam e queimam um ao outro.
 
Quem está pilotando o mundo? Quem É o piloto?
 
Você está aqui porque você tem algum tipo de relação com "Michael Jackson". O relacionamento que você tem com Michael Jackson vem de como você define a si mesmo, porque o que você vê em Michael é uma ressonância do que vive dentro de você. Os grandes mestres usam parábola, quando eles habitar um corpo e caminham ao redor do mundo da matéria. Em outras palavras, eles falam em muitas camadas de significado.

 
 
O próximo passo, depois de reconhecer o “sistema” é dividido – é ir para dentro – e descobrir paz em Si mesmo... então, mover-se para ser o pacificador no mundo.
 

 

 
 
 
O que você foca torna-se quem você é, as escolhas que você faz e como você anda no mundo da matéria. Quem você está sendo a qualquer momento é a dádiva que você traz ao mundo. É o seu tipo de dádiva? Isso prejudica ou fere aqueles ao seu redor? Ou será que os paioam e levantam? Existem condições ou requisitos para o seu companheiro humano ganhar o seu amor? Ou você o dá incondicionalmente? Você tem que descer ou faz comque precisem de algum trabalho? Você sabe que o mundo é todo magnetismo e que o que você dá é o que vem de volta para você? Você já se perguntou: "O que mais eu posso dar?"
Os fãs de Michael Jackson já passaram por muita coisa. Eu sei, porque eu estive lá com eles desde o início desta aventura. Não tem sido fácil. Na verdade, ela é árdua e cansativa. Há alguns cuja confusão sobre o que estava acontecendo ameaçou ultrapassar a sanidade deles. A dor era profunda, a angústia requintada. E infinitamente intrigante.
O que aconteceu foi uma macissa emergência espiritual seguida de um despertar. Foi apromessa de Michael e o maior presente dele ao mundo – o gentil compassivo e amoroso ser humano surge depois do desgosto. A Fenix surge das cinzas, e não de serenidade. Entrar no fogo é o que tempera um ser humano. A Bíblia chama isso de "fogo purificador". Os místicos chamam de "a noite escura da alma". Xamãs chamam de "Iniciação" e "desmembramento". Nos círculos mágicos isso é a "alquimia." No folclore, é a jornada do herói. "Prova severa" é outra palavra que a descreve. E todas essas palavras significam "transição", "transformação", "transfiguração".
Não é fácil ficar lá, no fogo da prova severa. Isso significa morte certa para o ego. Isso significa um processo de nascimento com todas as dores do trabalho e do parto – para se tornar um novo você. É escuro lá dentro. Aqueles que foram submetidos a esse processo e entendeu ou escolheram trabalho vindicativo sofreram ainda mais. Isso foi e é sem fim, em razão da mitologia que o envolve, tanto negativa quanto positiva. Os fãs têm sido submetidos e tiveram que testemunhar as línguas mais viciosas, falsos rumores obscenos, descrições vis, mentiras desprezíveis, ataques constantes sobre o caráter, zombarias abusivas, demonstrações racialmente carregadas de bullying que este mundo nunca tinha visto e perpetradas contra em alguém cujo coração eles conhecem e admiram pelo humanitarismo e filantropia. E eles são testemunha do que foi feito a ele por um mundo impregnado de cinismo, racismo, homofobia, medo...
Michael Jackson desafiou e sacudiu até os ossos. Ele escavou os medos mais profundos das pessoas. E ele fez isso deliberadamente. Aqueles que fazem esse tipo de trabalho neste planeta são geralmente ridicularizados e difamados pela própria espécie. Isso não é uma história nova. E os fãs reconhecem a dedicação de Michael às questões sociais do mundo: o bem-estar das crianças, a chamada dele por outras pessoas para que participassem da gestão dos seres humanos neste planeta. A mensagem de Michael foi consistentemente de amor e fazer do mundo um lugar melhor: através do trabalho dele, música, voz, letra, dança, coreografia, figurino, cinematografia, musicalidade, sonografia, filme e atenção pessoal a tantas pessoas ao longo da vida dele...
Ele sacudiu gaiolas bem como ossos. Ele griotu ao mundo pela sombra e apatia dele. Michael Jackson estava mais preocupado com o outro mundo do que este. O próximo que inventamos poderia ser melhor e ele se atreveu a pedir-nos a inventá-lo. Como ele se atreve!
É importante ver a foto maior e reconhecer os arquétipos de Michael Jackson – o curandeiro ferido, anjo caído, o professor, o herói, o inocente, o homem sábio, malandro, metamorfo... isso não é sobre Michael Jackson apenas, é sobre o mundo o anseio do mundo.

Um trauma súbito provoca três respostas típicas:

lutar;
fugir;
congelar.


Esse tempo acabou. Ao fazer o trabalho de legado de Michael, é importante compreender que o MEDO e a RAIVA que são encontrados não estão "lá fora". "É aqui." Tudo na vida é composta de movimento e energia e as emoções não são diferentes.
Toda a matéria está em movimento, toda a matéria é, em essência, a energia. As emoções são energia. Essas energias podem ser usadss ​​para criar. E criam danos ou cura. Amor ou medo. E elss levam a ação – ação afirmativa de vida ou ação de condução de morte. O que é afirmação da vida alimenta a vida e o ser humano. Comportamentos valentões de lidar com a morte diminuem, atacam, destroem.




 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Todo mundo é um presente, mas algumas pessoas
nunca abrem o pacote delas.” Desconhecido.

 

Pode-se usar o medo ou raiva para impactar por mudança ou ser consumido por ela e sucumbir ao cinismo – um mundo escurecido e inconsciente. Emoções são normais. As emoções não estão erradas. Como as emoções são usadas ​​pode estar errado, porque elas podem contribuir como fertilizantes para o medo e a raiva, que já vivem no mundo, ou elas podem ser usadas ​​para a cura. O tempo da resposta inicial de congelante choque e descrença pela morte dele acabou.
As etapas iniciais do luto são passado. A raiva é uma parte natural de tristeza, mas muitos foram equivocados na forma como a raiva deles se manifestou – atacando em todas as direções, sem consciência e sem uma estratégia. Isso, literalmente, é "sem sentido". É chamado se debater. Pessoa se afogando se debatendo. No pânico delas, elas se debatem e no panico estúpido delas, podem perder a vida, ou afundar com elas a pessoa socorrista que está tentando salvá-las.
Muitos que começaram a canalizar a raiva em trabalho de vindicação descobriram que o trabalho de defendê-lo foi árduo, difícil e cheio de raiva sarcástica inevitável por causa do contraste diametral entre "a fábula que é Michael Jackson" e "Michael Jackson, a lenda, o homem, o legado", como os fãs dele, colegas, conhecidos e familiares o conhecem. A raiva decorre das injustiças no tratamento dado a este homem. Assim, muitos atacaram com raiva ao fazer a defesa. Alguns, inadvertidamente, aumentaram o problema e apenas reforçaram a ideia dando a si mesmos e a outros fãs uma má reputação. Enquanto que o comportamento é compreensível, uma estratégia de ataque não faz as pessoas ouvir (ou mesmo querer ouvir) e não ganha corações.
E esse é o objetivo, não é? Chamar as pessoas para os próprios corações delas? Não é isso que é o AMOR? Não é isso o que o amor faz?
Há uma antiga história sobre um homem espiritual que se atreveu a desafiar a cultura do tempo e do ecossistema dele. Vieram sete vingadores para silenciá-lo e acabar com a ousadia audaciosa desse mensageiro contemporâneo e despachá-lo. Sete espadas o feriram ao mesmo tempo, cortaram partes do corpo e dilaceraram a barriga dele. Quando ele estava no chão sangrando e morrendo, ele começou a legar os pertences deles para aqueles que o atacaram, um por um – até que todos os sete foram beneficiados pelo coração generoso deste moribundo. Eles ficaram tão comovidos ouvindo os murmúrios incrédulos dele, presenteando os que o atacavam e viram a grandeza do coração dele, que o levaram a um curandeiro e salvaram a vida dele. Eles se tornaram não apenas crentes, mas protetores.
Mentes cínicas verão loucura; mentes cínicas pensarão que o homem é temerário, mas a compaixão envolvente dele por todas as pessoas, inclusive os inimigos, salvou a vida dele.
Michael Jackson, o homem mais famoso do planeta, mostrou esse mesmo tipo de compaixão, enquanto ele defendia infinitas causas. O homem mais famoso do mundo pode ser visto em um palco de milhares ou de joelhos com as crianças doentes. O talento dele, desde quando ele era uma criança, era tão incomum, e a ascensão dele ao estrelato foi tão meteórica, que isso ganhou muita atenção. O mundo ainda se surpreende com a popularidade global do homem e muitos ainda não entendem isso, ou ele. Muitos se lembram, apenas, da caricatura. Eles precisam de orientação. Como isso é feito deixa uma impressão duradoura, uma espécie de "sabor na boca". A impressão que o mensageiro faz das cores da mensagem e como ela é recebida.

Fãs são aqueles deixados para trás para explicar Michael ao mundo.
 
Há opções:

1. Surprenser-se pelo alvo que Michael se tornou e passar o tempo com raiva e retaliação, batendo em tudo ao seu alcance. (Lutar)

2. Deixar a comunidade MJ para trás. Fechar o computador, deixar os fóruns, lamber suas feridas e seguir em frente em um mundo que continua a ser o que era / é. (Fugir)


3. Ficar atolada na raiva, mágoa, tristeza e se manter chorando as lágrimas, agarrando o tecindo sobre o seu peito e lamentando sobre a atrocidade. (Congelar)


 



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sua percepção de mim é uma reflexão de você;
Minha reação a você é uma consciência de mim.

 

 Há um a quarta opção?
 

E quanto a prometer mudar o mundo? Não apenas amaldiçoá-lo, culpá-lo e lamentar sobre o massacre da vida de Michael, mas na verdade, incorporar a lição e ensinar ao mundo a lição que pode ser adquirida a partir do que aconteceu. Que tal se concentrar em ser o legado, como ele pediu, por encarnar a mensagem, levando-a para frente, enquanto trabalha para viver a sua melhor vida espiritual? E, enquanto trabalha em si mesmo, continuar a tarefa de definir o estabelecido?
Embora nenhum de nós esteja apto a atingir a fase de iluminação do homem espiritual na história, estamos com a incumbência de, pelo menos, começar a viagem ou continuar onde estamos. Este é um sinal de alerta. O tempo é agora. A escolha é aqui.
Sem incorporar a mensagem, você está apenas fazendo o serviço de bordo do legado. Sem ser o legado, o legado de Michael e trabalho da vida dele são alimentados pela genialidade e imaginação criativa dele, conta para nada, além de entretenimento simples e fugaz. Se você não está sendo a mudança, o sonho de Michael não se realizará e o mundo não mudará. Se você não está transmitindo a conversa, andando a caminhada, dançando o sonho, o sonho não se tornará realidade. Entendeu o cenário? Bom, vamos dançar?
Portanto... se o próprio Michael fosse colocar todos os fãs dele no palco (porque É isso) e assumir a tarefa de escolher a equipe legado dele entre todos os concorrentes, o que Michael procuraria em uma "dançarina" legado? Se você estivesse na disputa para sair com Michael, o homem a fim de entregar a mensagem dele, que tipo de pessoa você tem que ser?

 

 
 

Por exemplo, Michael iria aprovar ou tolerar grosseria, linguagem abusiva, ou bullying? Os fãs sabem a resposta para isso. Michael Jackson performava na noite anterior, quando o ato mais visível de bullying nos EUA ocorreu. Ele estava em Nova Iorque na manhã de onze de setembro. Ele era o homem mais intimidado na terra. Você acha que ele aprovava táticas que intimidavam as pessoas?
Verdadeiros embaixadores de Michael Jackson e do legado dele se comportarem com diplomacia, classe, habilidade e dignidade.
Qualquer coisa menos não representaria Jackson. Michael pediria aos fãs para levar adiante o melhor deles. E, então, ele iria pedir mais. Ele pediria àqueles que reivindicam representá-lo que venham do coração e sejam sábios. Ele pediria conduta de classe e dignidade em todos os momentos. Ele gostaria de pedir que você deixe o seu ego na porta. Por que é o que uma pessoa espiritualmente avançada faz.
Alguns dos embaixadores de Michael já foram escolhidos e outros podem estar a caminho ou em preparação, tranquilamente, nos corações deles. Eles sabem quem são. Ou eles sentem isso. Michael pode não estar aqui para treinar e persuadi-los e os fãs e seguidores deles, mas ele deixou para trás um projeto para a vida da espiritual mestria...
Esse projeto está prestes a aparecer aqui. Se você sente a verdade disso, sensação de excitamento, então, deixe que as pessoas saibam ese coloque nesse caminho. Se prepare. Faça o trabalho. Vamos deixar a luz acesa para você.
 

Fonte: http://www.innermichael.com/2012/10/mj-are-fans-being-the-legacy-part-i-of-iii/

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Matt Forger conta os segredos de Bad 25


“Chicago 1945 foi feita antes de Al Capone”, Matt Forger: os segredos de  BAD 25
 


Matt Forger fala: Os segredos de BAD 25

 

Traduzido por Daniela Ferreira para o blog The Man in the Music

 

Ouvir música de Michael Jackson é sempre algum tipo de uma experiência única. Não só porque os vocais e as músicas são bons, mas também porque as canções dele são realmente como uma tapeçaria, com tantas camadas, que você sempre se encontrar descobrindo novos detalhes, cada vez que as ouve. Com 25 BAD, o Espólio de MJ e a Sony lançaram luz sobre várias faixas inéditas das sessões de Bad. Claro, ainda existem mais músicas dquela era a serem descobertas, mas as faixas que são liberados este ano dão uma visão interessante e genuína do processo criativo de Jackson, muitas vezes subestimado. 

Desta vez, BAD 25 entrega a mercadoria: todas as faixas nele são apresentadas sem ser melhoradas ou em overdub, como explica o engenheiro de som e colaborador de longa data de MJ, Matt Forger: “Foi decidido que qualquer coisa que seria incluído no lançamento e apresentado para o público tinha que ser exatamente no estágio de produção em que existia em 1987. Nenhuma gravação adicional, sem elementos adicionais... Fiquei muito feliz em saber que a direção era ‘só podemos usar os elementos que foram gravados até 1987. Deve ser o trabalho desse período’.”

Forger trabalhou com Jackson para os álbuns de estúdio dele (desde Thriller até HIStory) e também o ajudou na produção de outros projectos, como Captain EO, além da trilha sonora de abertura da Victory Tour dos Jacksons em 1984. Em 2000, ele trabalhou na série de Edições Especiais de o box set Ultimate Collection de 2004. Forger também fez parte da equipe que desenvolveu o projeto Thriller 25 no final de 2007. Então, logicamente, ele se viu envolvido na elaboração da versão BAD 25: “Fui convidado pela Sony e o Espólio para participar disto, porque este foi um trabalho no qual eu estive muito envolvido, durante a gravação de muitos destas músicas. (...) Eu sou a pessoa que foi chamada muitas vezes como consultor, para ajudá-los quando eles tinham perguntas sobre material mais antigo dos arquivos, ou quando alguém precisa entender um ponto em particular.”

Escavar os arquivos de MJ é, naturalmente, um dos melhores empregos do mundo. Mas a forma como as canções e as fitas foram tratadas demanda perícia que muito poucas pessoas têm. Forger estava lá quando tudo aconteceu, por isso ele é capaz de rastrear coisas que os documentos e notas podem ter negligenciado. “Quando eu revejo notas ou caixas de fitas, todas estas lembranças voltam para mim. Lembro-me da situação em que a canção foi gravada, quem eram os participantes e os músicos, e algumas das coisas particulares que nós fizemos, como o estilo e o som da gravação ou o equipamento que usamos. Toda essa informação vem apenas do meu banco de memória, porque eu estava lá trabalhando com Michael Jackson na época.”

Isso, é  claro, mostra quão abrangente e cheias de surpresas as obras de Jackson no estúdio pode ser. O que tem que ser mantido em mente é que, desde o álbum Off The Wall (1979), Michael Jackson tinha tomado gradualmente o controle sobre as música e todos os aspectos da carreira dele. O auge desse processo ocorreu durante a era BAD. Como o episódio final e última parte da trilogia que começou com Quincy Jones no final dos anos 70, o álbum também foi uma importante transição para Jackson, que se deslocaria para novos rumos e colaborações no início dos anos 90, quando ele lançou Dangerous. E, em muitas ocasiões, Bad 25 insinua essas mudanças por vir.

Michael Jackson entrou no mundo da música como, provavelmente, o último verdadeiro Motowner da geração dele. Depois de uma carreira de quebra de recordes com os irmãos, o Jackson 5 e The Jacksons, ele entrou para a vida adulta com uma coleção de canções que não só provou que ele tinha feito a transição difícil, a partir da infância, mas também gerou faixas que, desde então, se tornaram clássicos de danceteria, instantaneamente. Em BAD, ele mostrou que ele ainda poderia fazer isso em clubes, mas também se inclinou para outros estilos e gêneros musicais. A imagem global do álbum é uma evolução dramática da imagem de durão que ele desenvolveu no curta-metragem Beat It (1983). Músicas como Man in the Mirror também mostra que ele vem com uma mensagem, e que a música é sempre uma questão de som, mas também de melodia e letra.

Em BAD, Jackson escreveu nove das 11 faixas apresentadas ao público. Como Quincy Jones colocou, nas entrevistas bonus no primeiro relançamento de Bad em 2001 entrevistas de bônus do primeiro relançamento de BAD, em 2001, as músicas “são sempre de alguma forma autobiográficas”. Então, em algum lugar no caminho, pode haver uma linha tênue entre o que eu apenas não posso I Just Can’t Stop Loving You e Dirty Diana: aqui está uma definição fascinante de amor e ódio que ele também desenvolveu em outras obras.

BAD é conhecido pelas 11 faixas que fcompoem o álbum. Mas ele também é conhecido por ser um projeto com cerca de 60 faixas mais a ser consideradas. Algumas delas têm vocais de Jackson nelas, em fases diferentes de produções. Algumas delas são apenas faixas instrumentais de músicas e ideias que não foram, eventualmente, mais desenvolvidas. BAD 25 humildemente foca nas sessões de Bad com uma série de seis faixas inéditas que documentam o proceso criativo de Jackson. Então, como um pouco mais do que 10% do material gravado foi apresentado ao público, essas obras inacabadas e, ainda, por vezes, experimentais, dão uma ideia de como os sons foram criados.

 

Don’t Be Messin’ ‘Round

(Gravadapor Brent Averill e Bruce Swedien)

Don’ Be Messin’ 'Round foi lançada em junho deste ano, como o outro lado do single relançado I Just Can’t Stop Lovin’ Young. Ela definitivamente soa como um esboço cru que Jackson lança sobre a mesa de som, só para ver como os diferentes elementos se fundem e, eventualmente, coincidem. Com leves toques de música pop e uma definitiva influência de Bossa Nova, Don’t Be Messin 'Round é também uma reminiscência de Don’t You Worry ‘Bout a Thing de Stieve Wonder. Jackson frequentemente cita Wonder como um dos mestres dele e grande influência na música. Em muitas ocasiões, ele também elogiou alguns dos trabalhos dele. Em 2003, ele deu uma entrevista especial para Brett Ratner para uma entrevista (publicada no início de 2004) e falou sobre o álbum Innervisions, de1973, de Wonder (que inclui Don’t You Wprry 'Bout a Thing): "Ouvir esta música me fez dizer a mim mesmo: ‘Eu posso fazer isso, e eu acho que posso fazer isso em um nível internacional’”.

Michael gravou a canção, pela primeira, com o engenheiro de som, Brent Averill, no início dos anos 80. “Esta é uma das músicas que foi gravada muito cedo, possivelmente para o álbum Thriller”, explica Matt Forger. “Por alguma razão, não foi desenvolvido qualquer adicional àquele tempo. Michael a trouxe de volta e nós fizemos mais um trabalho nela no período do álbum Bad. Algumas gravações adicionais foram feitos, na época, com Bruce Swedien, em Westlake. Eu fiz algum trabalho adicional e mixagens, naquela época, para a valiação de Michael.”

A versão lançada por BAD 25 é uma tentativa de dar a melhor representação da versão da faixa de 1987, a que foi deixada no estúdio naquela época: “Muitos dos elementos que foram trabalhados na era BAD foram alguns dos elementos básicos dessas demonstrações anteriores. Elementos selecionados foram transferidos e, em seguida, o trabalho adicional foi gravado para o álbum Bad. E, então, foi decidido que não era para ser incluído no álbum, e nesse ponto, nenhum trabalho adicional foi feito. E para BAD 25 eu tive que voltar para muitas fitas de várias faixas porque os elementos da gravação em fitas eram diferentes: alguns foram registrados em Westlake, e, alguns, no Hayvenhurst, e eu tinha que ter certeza de que todos esses elementos representativos podem ser montados em uma única versão, e uma mistura única de música”.

Forger também confirma que outras versões da canção foram feitas mais tarde, as quais eram mais refinadas do que as gravações anteriores. Don’t Be Messin’ ‘Round, uma canção inacabada que agora se apresenta ao público como é, e de propósito, mostra a espontaneidade de Jackson no melhor dele: "Eu entendi o que o sentimento da música deve ser. O que é interessante na música é que você pode ouvir Michael dando instruções como ‘ponte’ ou ‘guitarra’ e ele realmente canta as partes, ele próprio. Isso foi, naturalmente, um trabalho em sessão progressiva.”

A emoção é algo que sempre foi muito importante em canções de Jackson. No documentário de 2004, The One, Jill Scott explica que ela percebeu a importância da entrada emocional na obra dele: “mas é as escolhas que ele faz quando canta uma canção, ele transmite emoção. Isso é um dom”.  Assim, mesmo quando ele canta letras aleatórias em demos, pode-se sentir que ele está procurando os melhores lugares e momentos na melodia para introduzir emoção genuína e sincera. "Michael estava experimentando e testando elementos e estilos", diz Forger. "Ele iria avaliar a melhor forma de abordagem. Mas a emoção é a coisa que está muito à frente”.

 

I’m So Blue

(Gravada pory Matt Forger e Bill Bottrell)

Surpreendentemente, a depressão é um tema que Michael Jackson apresentou muito cedo na carreira dele como compositor, quando ele lançou Blues Away no álbum dos Jacksons, de 1976, de mesmo nome. Aos 17 anos, ele já estava em temas bastante maduros que ele iria desenvolver em trabalhos posteriores. I’m So Blues é sobre uma história de amor com um final triste, e Michael canta a solidão dele.

A balada é envolvida com arranjos doces. A sequência intridutória instantaneamente estabelece o palco e o humor da faixa. Os acordes são suaves e brandos e a voz de Jackson nos primeiros versos reflete a tristeza da história.

A seção da ponte da canção tem esse amplo solo de gaita, ou um instrumento que realmente soa como uma gaita: "Foi, de fato, um sintetizador de gaita", revela Forger. "E isso foi realmente John Barnes. Ele é um músico muito talentoso no teclado. E ele poderia tocar muitos instrumentos de sopro e brasses. Assim, ele poderia entender como um músico toca o instrumento real e como as notas tinham que ser atacadas; e isso é uma das coisas nas quais que ele era muito versátil e muito talentoso.”

I’m So Blue está incluída em BAD 25 como uma gravação demo. A sofisticação de alguns dos arranjos polidos dela realmente coloca a música em outra categoria. O que a maioria dos artistas consideraria gravações finalizadas, Michael Jackson iria chamar de demos.

Song Groove (Também chamada Abortion Papers)

(Gravada por Brian Malouf e Gary O)

Em Song Groove, Michael Jackson aborda um problema social que ainda alimenta debates hoje. Esse é um tema que tem sido desenvolvido por muitos artistas pop antes. E, inesperadamente, Jackson escreveu uma música sobre o assunto, tentando não ofender as mulheres que podem enfrentar tal situação.

O título da canção, Song Groove, é seguido por outro título: Abortion Papers. Isso soa como se os dois títulos dificilmente combinacem: de certa forma, como pode um título como Song Groove ser usado para uma canção sobre o aborto? Uma das habilidades de Jackson era criar músicas à frete do tempo e cativantes, com temas profundos e sombrios. Billie Jean pode ser o melhor exemplo, como ele conta a história de uma mulher que alega ter filho de Jackson. Em Abortion Papers, Jackson também usa um tema musical uptempo para espalhar a mensagem dele. A história deste duplo título reflete a maneira de Jackson trabalhar em ideias para músicas: "Quando fizemos a pesquisa havia duas fitas e em cada fita é uma fita analógica multitrack, dizendo Song Groove", lembra Forger. "Mas nós não percebemos que Abortion Papers foi gravada em duas metades. Metade da canção era uma fita, metade da canção era outra fita. E ao ouvir eu disse "esta fita é a metade de outra fita que temos". E, depois, fizemos mais pesquisa e encontramos outra fita e tivemos que colocar as duas metades juntas para obter a gravação completa”.

Assim, isso leva pessoas como Matt Forger a entender completamente o que está nos arquivos. Algumas músicas estavam trabalhando títulos que mudaram no processo. Em BAD, o primeiro título de The Way You Make Me Feel era Hot Fever. Esse título da música de trabalho apareceu apenas uma vez, em um raro CD Promo Special Edition de Bad, dos EUA, em 2001.
Musicalmente, Song Groove dá dicas sobre texturas sonoras e os projetos que seriam desenvolvidos em Dangerous: a atmosfera moderada, mas tensa, de sons de máquinas e sons metálicos – eles já estão lá. "Em Song Groove há uma qualidade agressiva da música que ele estava desenvolvendo e escrevendo", diz Forger. "Este foi o momento em que, com incentivos de Quincy, Michael escreveu todas as canções do álbum Bad, tanto quanto pudesse. Eu trabalhei com Michael, juntamente com Bill Bottrell, John Barnes e Chris Currell. Nós estávamos trabalhando com ele em no estúdio Hayvenhurst, que Michael chamava de Laboratório. Meu trabalho era trabalhar com Michael e obter todas essas ideias de músicas que Michael estava trabalhando e desenvolvendo: o estilo de produção, o estilo de escrita, o estilo de arranjo dele. Tudo sobre isso era Michael desenvolvimento isso, e foi fascinante, para mim, ser capaz de observar isso. Grande parte desses estilos que você pode ouvir nas músicas incluídas em BAD 25 está desenvolvida em álbuns posteriores.”
 

Free

(Gravada por Bill Bottrell)

Mais uma vez, a influência de Stevie Wonder é altamente palpável nessa canção. A partir da referida Blues Away, de 1976, até trabalhos posteriores, como Beautiful Girl (lançada no box set de 2004, Ultimate Collection), as baladas de autoria de Jackson muitas vezes apresentam características harmonias inspiradas por Wonder. Free também soa fresca como alguns das obras do fim dos anos 70 de Jackson como um grupo. O amor de Jackson por melodias doces pode ter sido fonte de escárnio ao longo dos anos, mas como o compositor francês e um dos colaboradores de Celine Dion, Jean Jacques Goldman, disse à rádio RTL em 2009: "Ele é um grande compositor. We Are the World pode parecer coisa fácil, mas é preciso algum talento para vir com tal melodia. Ele é um músico e arranjador.”
Free é  Jackson, o cantor de baladas, no meljhor dele: com alma, feliz e, assim, no momento. “Esta é uma das minhas músicas favoritas aqui, porque você pode ouvir a emoção de Michael, e o espírito dele, você pode ouvir a felicidade e a alegria dele", confirma Forger. “E este é o sentimento que tínhamos no estúdio. A atmosfera no estúdio seria sempre emocionante. Ele estaria feliz e desfrutaria muito o trabalho. Quando você ouve a voz de Michael, ela faz você sorrir e se sentir tão bom, que você pode sentir a alegria. Sempre que eu ouço a música Free, isso me faz sentir tão bem por dentro.”
 

Price of Fame

(gravada por Bill Bottrell e Matt Forger)

Aqui está uma música que tem uma longa história na comunidade de fãs de MJ. Price of fame foi programada para ser o tema principal de uma campanha da Pepsi. A canção não foi lançada e acabou por ser substituída por uma versão especial de BAD com novas letras Pepsi. Matt Forger lembra: “havia uma versão especial de Price of Fame com letras diferentes para a Pepsi. Eu não acho que muita gente já ouviu falar dela. Mas essa é a versão original de Price of Fame em BAD 25, e foi gravada no Hayvenhurst”.
Enquanto ela soa como uma sequela de Billie Jean e uma préva de Who Is It, Price of Fame também tem a  própria identidade e originalidade. Ela é construída em torno de uma batida suave Ska / Reggae, uma das escassoes incursões de Jackson no gênero – ele também gravou os vocais de fundo para Don’t Let a Woman (Make a Fool out of You) – de 1982, de Joe King Carrasco.
As letras refletem perfeitamente o estado de espírito em Jackson podia estar tão logo Thriller alcançou as alturas que até hoje permanecem intocáveis​​: "Este é Michael falando sobre experiências muito pessoais", explica Forger. "É sobre o tipo de coisas que aconteceu na vida dele, especialmente após o sucesso de Thriller. A popularidade era tão extrema que ele não era mais capaz de sair em público sem atenção”.
 

Al Capone

(Gravada por  Matt Forger and Bill Bottrell)

Outro título de canção conhecido há anos por fãs de MJ e especialistas. Descrito como uma demo muito anterior ou encarnação do que viria a se tornar Smooth Criminal, Al Capone reflete o amor de Michael Jackson por contar histórias. É claro, o cinema e os filmes tiveram um enorme impacto sobre o trabalho e sua visão dele como artista. Começando com o vídeo épico para Can You Feel It (The Triunmph, 1981), Jackson sempre empurrou os limites de inovar e apresentar peças de música com uma forte vertente cinematográfica. A canção foi gravada em Hayvenhurst e Matt Forger lembra o ângulo original da faixa: "Al Capone foi escrito em torno de uma figura histórica real. Ela estabelece as bases para a canção que se tornou Smooth Criminal. Michael usou muitos dos mesmos temas e ideias semelhantes para criar Smooth Criminal”.
Como Al Capone era sobre uma figura histórica, Jackson refinou a visão e optou por outra história totalmente diferente: "Em Smooth Criminal ele escreveu uma história e a tornou única. Não era sobre uma figura histórica como Al Capone. Ele fez a própria história e isso foi algo novo e fresco em na visão dele”.
Assim como as ideias e elementos de Streetwalker foram retrabalhados para criar a primeira versão da música Dangerous, Al Capone e Smooth Criminal foram criadas com o mesmo tipo de elementos. E, na verdade, ambas as músicas parecem ser derivada de outra canção que Jackson gravou mais cedo e que tem sido amplamente falado por fãs de música de MJ: "Chicago 1945 foi feita antes de Al Capone", explica Matt Forger. "Ela fala sobre uma era na época, sobre o que estava acontecendo naquele momento, em Chicago, naquele ano. Era quase como se você estivesse lendo os jornais na época. Foi uma canção a qual, talvez, Michael tenha usado como a ideia para Al Capone, e Al Capone foi a ideia para Smooth Criminal. Então talvez haja algumas semelhanças, mas essa é uma canção diferente. Al Capone era uma definitiva nova abordagem e Smooth Criminal era muito mais refinada”.
 

Je ne veux pas la fin de nous

Vazada na internet, em 2001, Je Ne Veux Pas La Fin De Nous é a tentativa única de Jackson para cantar em francês. Ele escolheu adaptar a canção I Just Não pode Stop Loving You em espanhol e francês para chegar a novos públicos. Outros cantores também foram nessa direção, e simplesmente o objetivo era melhorar a imagem deles em mercados específicos.
Assim como a versão em espanhol, Todo Mi Amor Eres Tu, foi co-escrita por Ruben Blades (Jackson também trabalhou com ele na versão espanhola do single all-star internet de 2003 dele, What More Can I Give), a versão francesa foi escrita pela escritora belga, Christine Decroix, uma ex- protegida de Quincy Jones. Decroix lembra que a faixa foi gravada às preças, pouco antes de Jackson ir ao Japão para lançar a turnê Bad. Levou cerca de uma noite para escrever as letras e ela estava no estúdio com ele para treiná-lo e dar-lhe instruções para que ele pudesse obter o sotaque certo.
A mixagem da música apresentada em BAD 25 é a último que foi feita em 1987: "Este não é um novo mix", confirma Matt Forger. “A mixagem existia naquela época. Eu só sabia que havia uma versão em espanhol e uma francêsa. Houve um monte de investigação e interesse para liberar a música. Disseram-me para mixa-la para BAD 25. No entanto, as pessoas com quem trabalhei... eu disse que temos que pesquisar isso completamente e nós sabíamos que algo foi feito em 1987. Minha filosofia toda é: cada vez que eu pudesse encontrar uma mixagem muito boa, representativa de que a música deveria ser e da maneira como Michael iria querer a música, àquela época, minha escolha é de que isso é o que deve ser usado. Nós fizemos um monte de investigação e encontramos a mixagem e nós ficamos tão felizes por termos sido capazes de encontrá-la. Era tão autêntica.”
Durante as sessões de BAD, Michael Jackson considerou muitas canções, que, finalmente, foram descartadas. O compositor Rod Temperton, que era parte do Time-A de Off the Wall e Thriller, apresentou algumas músicas para Bad, sendo uma delas o Groove of Midnight. Essa canção foi finalmente gravada por Siedah Garrett e foi lançada no álbum de estréia dela, Kiss of Life, no Qwest Records (1988). "Rod Temperton tinha algumas músicas", lembra Matt Forger. "Quincy pediu a ele que tivesse músicas prontas. Groove of the Midnight é uma dessas músicas. No entanto, nós procuramos e não foi possível encontrar uma versão com vocais de Michael. Não era uma música que eles consideraram para o álbum Bad eventualmente”.
BAD foi a colaboração final entre Michael Jackson e Quincy Jones. Ambos os artistas seguiriam caminhos diferentes após o lançamento do álbum. Jones se afastou do negócio da música e mergulhou na era multimídia, principalmente com o lançamento da aclamada publicação urbada dele: Vibe Magzine. Jackson entrou na década de 90 reconhecendo a cultura Hip Hop, pois ele trabalhou com o magnata do New Jack Swing, Teddy Riley, e trabalhou obras cada vez mais ambiciosas como compositor, arranjador e produtor. Muito tem sido dito sobre o respectivo papel e real responsabilidade de Michael e Quincy no sucesso da música que eles fizeram juntos.
Matt Forger sente que debates podem ter ido um pouco longe demais: "Eu li todas estas discussões sobre Quincy e Michael na internet. Eles brigam e discutem sobre o real envolvimento de Quincy ou de Michael na produção da música. Uma dessas coisas nós vemos agora 25 anos depois, é o trabalho incrível que Michael fez. Quincy incentivou Michael como compositor, arranjador e produtor. Houve algumas diferenças de opinião, como quando Quincy disse sobre Streetwalker verus Another Part of Me nas entrevistas da Special Edition de 2001, e é claro que essas coisas acontecem”.
Durante as sessões de We Are the Worlds, Quincy tinha uma placa na entrada do estúdio, afirmando: "verifique o seu ego na porta". O que deve ser lembrado sobre álbuns como Bad é que quando essas músicas foram liberadas para o público, a palavra "álbum" tinha um significado e o conceito era desenvolver grandes imagens em torno das músicas. Isso é algo que pode ter sido alterado ou gradualmente negligenciado ao longo dos anos. Não é por acaso que 9 das 11 músicas foram lançadas como singles e foram amplamente aclamadas. Aqueles foram os dias em que álbuns não seriam sobre preenchimento, mas – extaamenete com Thriller foi orientado – uma coleção de canções que poderiam ser consideradas para lançamento como single.
Com BAD, Michael Jackson chegou a novas alturas que muitas pessoas da idade dele jamais ousaram e conseguiu alcançar. E 25 anos depois, a música e a visão estão chegando a uma nova geração: BAD 25 está no topo das paradas em todo o mundo. Enquanto ele tentava superar Thriller, Michael Jackson, na verdade, fez um álbum que, eventualmente, pode também ser considerado como uma coleção dos maiores sucessos dele, que reflete as fantasias dele, a visão da vida, e que também difunde uma mensagem muito forte com Man in the Mirror: "Se você quer fazer do mundo um lugar melhor, dê uma olhada em si mesmo, e então faça a mudança". Isso é o que os “dias Bad” eram.
 

Richard Lecocq, autor de Michael Jackson: KING

Edição adicional de Chris Cadman e Craig Halstead, autores de Michael Jackson: For the Record