Menu

sábado, 27 de outubro de 2012

Álbum Michael - As músicas : " Keep Your Head Up"


 
3. KEEP YOUR HEAD UP
 
(Escrita por Michael Jackson, Eddie Cascio e James Porte. Produzida por C. “Tricky”Stewart e Michael Jackson. Vocais guias: Michael Jackson. Vocais backgrounds: Michael Jackson e James Porte. Backing vocals adicionais: Duawne Starling)
 
Uma das três músicas do álbum originalmente gravadas na residência dos Cascios, em New Jersey, “Keep Your Head Up” é um hino motivacional da classe operária sobre uma mulher comum “procurando pela esperança em promessas vazias”. A produção póstuma foi carregada por Tricky Stewart, que deu à segunda parte da música uma elevação estilo Jackson, com a ajuda de um fervente refrão gospel.

 



Álbum Michael - As Músicas : " (I Like) The Way You Love Me"



4.                (I LIKE) THE WAY YOU LOVE ME 

(Escrita por Michael Jackon. Produzido por Theron “Neff-U” Feemster e Michael Jackson. Vocal guia e background: Michael Jackson)
 

“(I Like) The Way You Love Me” foi uma das músicas favoritas de Michael Jackson nos últimos anos dele. Depois da morte dele, ela também se tornou uma das escolhidas como favorita da lenda da música, Stieve Wonder. “Eu adoro esta música! Eu adoro”, ele disse. “Ela me faz sentir que ele está aqui. Este é o espírito de como eu gosto de me lembrar da voz dele.”      

“(I Like) The Way You Love Me” apareceu, originalmente, no box set de 2004, Michael Jackson: The Ultimate Collection. Jackson tinha trabalhado na faixa com Brad Buxer, durante as sessões de Invincible, gravando-a no Hit Factory em 2000. Nos anos finais dele, porém, Jackson queria revisitar a música e, possivelmente, lançá-la. “Era uma música que ele teve no coração dele por muitos anos”, diz o produtor Theron “Neff-U” Feeemster. Uma visão atualizada da música tinha sido trabalhada em Los Angeles antes da morte de Jackson. 

Ambas as versões contêm as próprias virtudes. Enquanto a original é mais direta e clara, ressaltando os maravilhosos vocais de Jackson, a nova versão é um pouco mais embelezada, adicionando energéticos acordes de piano e uma flauta vibrante e um brilho metálico a algumas harmonias. Isso deu à música um sentimento fresco, enquanto manteve o charme da original. 

A nova versão começa com um toque nostálgico, pois Jackson explica a composição da faixa em uma mensagem de telefone salva. Esse é um momento agradável, autêntico, que, também, ilumina a habilidade dele como compositor. A faixa em si soa como algo extraído do fim dos anos 50 ou início dos anos 60, uma explosão de clássico doo-wop soul, apresentando sentimentos inocentes de amor e harmonias no estilo Beach Boys. Jackson estava, sem dúvidas, cercado por tais músicas, na esquina da rua de Gary, Indiana, quando menininho. É um testemunho da qualidade do trabalho de Jackon que uma música obscura como essa contenha todas as características de uma modulação woo-ooo-oohs clássica, feliz, lembrando as pessoas dos simples prazeres da música.

 

Álbum Michael - As Músicas : "Monster"




5.                MONSTER

 (Escrita por Michael Jackson, Eddie Cascio e James Porte. Produzida por Teddy Riley, Angelikon e Michael Jackon. Vocais backsgrounds: Michael Jackson e James Porte. Letras rap escritas por Curtis Jackson)

 
Uma faixa rítmica sombria, agressiva, criada em uma batida incessante, “Monster”, provavelmente, bate mais forte que qualquer coisa no álbum. Ela é, sem dúvida, a melhor e mais completa das três faixas Cascio. Teddy Riley adicionou alguns toques ótimos à produção, incluindo gritos misteriosos, como um ambiente aquoso, viscerais, e rugidos de leão sampleados do zoológico de Jackson. O rap solo de 50 Cent (“Lá, doce lar, a terra do proibido/ Todo inferno, corre a dizer que o Rei cresceu”) também funciona supreendentemente bem, complementando o tom sinistro, desafiante, da faixa.

A música é sobre a claustrofobia de estar preso em um mundo monstruoso, canibal. Para todo lugar que o cantor se volta, ele encontra pessoas que querem usá-lo e abusá-lo. O resultado é que ele começa a se sentir um monstro, ele mesmo. 

A faixa foi originalmente gravada por Eddie Cascio e James Porte em 2007. Esperava-se que ela fosse um dos singles do álbum.

 

 



 
 






 

Álbum Michael - As Músicas : "Best of Joy"



6.                BEST OF JOY 

(Escrita por Michael Jackson. Produzida por Theron “Neff-U” Feemester e Michael Jackson. Coproduzida por Brad Buxer. Vocais guias e background: Michael Jackon. Vocais backgrounds adicionais: Mischke)
 

Uma suave balada meio-tempo, “Bets of Joy” pode ser interpretada como uma ode à música em si mesma. Jackson frequentemente se referia à música como o primeiro “amor” dele, e, nesta música, como no clássico Jackson 5, “Music and Me”, ele expressa apreciação pelo que a música representa para ele. Em outro nível, isso poderia ser sobre um relacionamento, talvez, direcionado aos fãs ou aos filhos dele, que o apoiavam, “quando todas as paredes desabam”. Por fim, a música é sobre um tipo de amor sustentável, seguro, profundo, que é incondicional e eterno.

Uma das últimas gravações de Jackson, “Best of Joy” foi a última gravada no Bell-Air Hotel, em Los Angeles, em 2008. A melodia veio em um momento de inspiração. “[Michael] diria melodias são anciãs”, recorda Theron Feemster. “Elas estão no céu, esperando ser colhidas”. “Quando o expressado som da imaginação dele parecia certo, ele olharia para mim com um sorriso calmo e diria: ‘Isto está legal, não está? ’” Essa mesma inspiração parecia guiar a produção da música, a qual, maravilhosamente, acompanha o falsete sem esforço de Jackon e ricas harmonias. O final captura, lindamente, a essência da música, quando o refrão, “Nós somos eternos, eu sou eterno...”, lentamente, dissolve-se com a música.

 

 



Álbum Michael - As Música : "Breaking News"


7.                BREAKING NEWS 
 
(Escrita por Michael Jackson, Eddie Cascio e James Porte. Produzida por Teddy Riley, Angelikson e Michael Jackson. Vocais guias: Michael Jackson. Vocais backgrounds: James Porte. Talentos de vozes: Stewart Brawley, Sandy Orkin, Stacey Michaels, Michael Lefevre e Lisa Orkin. Produção voiceover: Michael Leferve)
 
 
“Breaking News” será, para sempre, ligada à controvérsia em volta dos vocais dela, os quais foram, ferozmente contestados pela família de Jackson e pelos fãs. Em dezembro de 2010, o coescritor e coprodutor da faixa, Eddie Cascio, apareceu com a família dele no Oprah Winfrey Show defendendo a veracidade do trabalho dele, alegando que ela foi gravada no porão dele, em 2007. De acordo com Cascio, as músicas foram, na maioria, escritas e gravadas antes de Jackson chegar à casa deles, em New Jersey; eles, substancialmente, o convenceram a acrescentar vocais ao material.
 
Pra alguns, no entanto, as explicações de Cascio – e as garantias da Sony e do espólio de Michael Jackson – não encerraram a questão. Dúvidas continuam e rodopiar sobre a originalidade da música, processo e incomuns sons vocálicos. Quanto a substancia da música, em si mesma, “Breaking News” é território familiar, oferecendo uma crítica ao jeito como as pessoas se alimentam de “breaking news” (leia-se escândalos) com obsessiva compulsão. (“Não importa o que/Você apenas quer ler isso de novo”). Sonoramente, ela contém ecos do hit produzido por Teddy Riley, de 1988, “My prerrogativa” (de Bob Brown). Riley, quem adicionou novas produções à faixa depois da morte de Jackson, usa ameaçadoras cordas, enérgicos instrumentos de sopro e uma pulsante batida new jack para tentar acentuar a mensagem sinistra da música.
 
 

Álbum Michael - As Músicas : " (I Can't Make It) Another Day"



8.                (I CAN’T MAKE IT) ANOTHER DAY
(Escrita por Lenny Kravitz. Produzida por Lenny Kravitz. Coproduzida por Michael Jackson. Vocais guias e backgrounds: Michael Jackson. Vocais backgrounds: Leny Kravitz) 

“Another Day” foi originalmente gravada em 1999, no legendário Marvin’s romm Studio, em Los Angeles. “Ela foi a mais incrível experiência que eu tive em estúdio”, recorda Lenny Kravitz, que escreveu e produziu a música. “Ela foi feita por duas pessoas que se respeitavam e amam música.” O resultado foi uma faixa única e poderosa que explode dos alto-falantes.
A demo original teve Michael invocando uma força cósmica, acima da inflexível, industrial, batida funk e um refrão altivo. “Eu tenho abrido meu coração, eu quero que você entre”, ele implora em um verso. “Eu fecho meus olhos, eu estou procurando pelo seu amor.” Os versos são sustentados em tensão, construindo antecipação, antes de Jackson lançar a energia reprimida sobre a preponderante guitarra e vocais curtos e cortados de Kravitz. Ela é um dos melhores trabalhos de rock de Jackson, desde “Give In To Me”, de Dangerous, mas no fim, deixada de fora de Invincible.
Kravitz retornou para “finalizar” a música depois da morte de Jackson. A versão que ele completou para o álbum apresenta mais proeminente bateria e guitarra e uma nova outro. Enquanto a intenção dele era, sem dúvida, tornar a música melhor, porém, o embelezamento mudou o humor da música. Onde a demo original ressalta os vocais de Jackson, transmitindo a maravilha e mistério da música, a atualização de Kravitz oferece mais de um sentimento funk, rock clássico. Embora um fragmento da demo original tenha vazado na internete, é desconhecido se uma versão completa será lançada.

 


Álbum Michael - As Músicas : "Behind the Mask"


9.                BEHIND THE MASK

(Escrita por Michael Jackson, Chris Mosdell e Ryuichi Sakamoto. Produzida por Michael Jackson, John McClain e Jon Nettlesbey, “Behind the Mask” contém um sample da gravação “Behind the Mask” quando performada pela Yellow Magic Orchestra. Vocais guias e backgrounds: Michael Jackson. Vocais adicionais: Hanice Wilson e Alphonso Jones)
 

“Behind the Mask” foi primeiro gravada no estúdio de Jackson, em Hayvenhurst, em 1981. Ela era uma adaptação de uma música de um inovador grupo japonês de electro-pop, o Yellow Magic Orchestra. Quando Jackson ouviu a peça guiada por sintetizador pela primeira vez, ele ficou fascinado pelo som futurístico e aura incomum. Ele, subsequentemente, procurou por Ryuichi Sakamoto para pedir permissão para retrabalhar a música, incluindo adições de novas letras. Com a aprovação de Sakamoto, Jackson foi ao trabalho, desenvolvendo uma fantástica nova versão. A faixa teria ficado bem em casa, em Thriller e, do mesmo modo, seria um grande hit. Infelizmente, ela nunca foi feita no Westlake Studios, para a trilha sonora, devido à disputa de créditos da música. Mais tarde, entretanto, da versão de Jackson foram feito covers, pelo tecladista dele, Greg Phillinganes, Eric Clapton e, ironicamente, Ryuichi Sakamoto. Por décadas, fãs ansiaram ouvir Jackson na música, mas mesmo os créditos como compositor tendo sido resolvidos, em 1985, ela nunca foi lançada.

Talvez por ser consistente com a maioria do novo material do álbum, entretanto, o coexecutor, John McClain, decidiu produzir e arranjar por completo a música, novamente, para MICHAEL, incluindo um baixo diferente, a adição de dois solos de sax, barulho de multidão e uma cantora na outro. Tais liberdades criativas provocaram frustação entre os fãs, que estavam ansiosos para escutar a última versão trabalhada de Jackson, em vez de uma reinterpretação. Não está claro se a demo, há tempos ansiada, a qual foi modelada muito de perto por Greg Phillinganes na gravação dele, de 1985, será, eventualmente, lançada.

Mas independentemente da mixagem, a música em si é soberba. Nos vocais transbordando com vitalidade e paixão, Jackson narra a história de superfícies enganosa e ilusões. “Atrás da máscara, você controla seu mundo”, ele canta. Mais tarde, vocais backgrounds, que soam como cyborgs, transmitem distópicos máximos de alienação (“Não há nada nos seus olhos/ Mas este é o jeito como você chora”). A música também apresenta uma incrível linha de baixo, o inquietante beatboxing de Jackson e um misterioso teclado no estilo “Good Vibration” servindo como uma contra melodia. Ela é, indiscutivelmente, uma joia da coroa, no tesouro encontrado das músicas da era Thriller não lançadas em álbum de Jackson.


 









                               

Álbum Michael - As músicas: "Much too Soon"






10.           MUCH TOO SOON
(Escrita por Michael Jackson. Produzida por Michael Jackson e John McClain. Vocais guias e backgrounds: Michael Jackson) 

A música que fecha o álbum apresenta a habilidade de Jackson como cantor-compositor, para magnífico efeito. Essa música, assim, – sem dúvidas, a melhor balada de Jackson – não ter integrado um álbum, enquanto ele estava vivo, é uma tragédia por si só. “Much Too Soon” é uma sofisticada expressão de perda e saudade que se sustenta ombro a ombro com algumas das melhores baladas folks dos Carpenters e dos Beatles. A letra se lê quase como um poema W.B Yats.
A faixa foi, primeiro, escrita por Jackson, em 1981, e revisitada múltiplas vezes durante anos. Os vocais nessa versão foram gravados em 1994, no Hit Factory, durante as sessões de HIStory. A engenharia e mixagem dela foram feitas, originalmente, por Bruce Swedien (essa versão vazou online, nas semanas que precederam ao lançamento do álbum). “Michael entrou um dia e disse que ele teve uma ideia e precisava de um guitarrista”, recorda o engenheiro assistente, Rob Hoffman. “Assim, eles chamaram um cara, Jeff Mironov, para a sessão. Ele se sentou com MJ na cabine de isolamento e Michael, pacientemente, cantou todas as notas de cada acorde e a melodia. Ele tinha a coisa toda na cabeça dele. Quando Jeff fez isso, Michael veio para a sala de controle e cantou, ao vivo, enquanto Jeff fazia algumas tomadas... Eu acredito que nós fizemos cerca de 5 ou 6 tomadas, todas elas incríveis... Mas a música foi guardada e nunca trazida de novo.”
A versão que aparece em MICHAEL, apresentando mais proeminente acordeom e corda, foi produzida, novamente, para o álbum, pelo coexecutor John McClain.
A música, um Jackson sem esperança, acompanhada pelo útil trabalho de guitarra acústica de Tommy Emmanuel, canta sobre ser separado de quem ama “muito cedo”. A emoção no vocal surge com tal pureza e honestidade, que o ouvinte sente, a cada vez, a dor no coração. “Leve embora esta tristeza sem fim”, ele implora em um verso. “Tire este sentimento de solidão da minha alma.” Dado o contexto da vida de Jackson, essas palavras carregam profundidade e ressonância.
A ponte apresenta uma harmonia solo, que ressalta a essência blues-folk da música, antes de Jackson retornar com o verso final sobre “nunca deixar o destino controlar a alma [dele]”. É uma música linda, agridoce, que, perfeitamente, tempera esperança e tristeza, solidão e o desejo por reconciliação. Por todo o estrelato de Jackson, “Much Too Soon” relembra a todos que por trás da construção da mídia estava um ser humano.

                            Michael Jackson sorri, enquanto em turnê, em Tóquio, em 1987.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Iconic Magazine: Entrevista Exculisa Com David Nordahl (parte 3)


IM: Quando você percebeu que a relação de trabalho de você se tornou uma amizade?

DN: Eu acho que foi quase imediatamente! Às vezes, você conhece alguém que você se entende na hora e, ás vezes, você conhece alguém é meio que desastroso! Nós ficamos confortáveis um com o outro e compartilhamos um passado semelhante. Na verdade, quando eu o conheci in Denver, ele tinha acabado de comprar o rancho. O rancho precisava de muito trabalho árduo; o zoo, a casa principal, o celeiro do outro lado, ele construiu o teatro e os brinquedos e tinha 40 acres de flores... Michael desenhou todas essas coisas! Ele queria criar um lugar mágico para crianças, que fosse real! Quando eu fui para os bastidores no concerto em Denver, havia uma fila de crianças em cadeiras de rodas, ele foi direito para o palco. Naquela primeira noite, um garotinho morreu. Depois do concerto, eu perguntei a Michael: “Como você pode fazer isso? Como você pode estar com estas crianças moribundas e, depois, ir para o palco?”, ele disse: “Como eu não poderia? Quando eu posso ajudar uma criança a viver uma hora a mais, um dia a mais, ou um mês a mais!” Michael sempre foi assim. Se alguém o ligasse com alguma criança doente em algum lugar, Michael voaria para lá na hora! Michael sempre deixaria algo com as crianças: “Eu estarei de voltas em duas semanas, eu quero vê-lo!” Essas crianças, na verdade, estavam vivendo mais porque elas queriam ver Michael de novo.

IM: É uma história maravilhosa! Realmente surpreende!

DN: É fácil quando você enriquece se esconder do lado feio da vida e não se importar com pessoas que estão morrendo ou crianças doentes. Era com isso que Michael se preocupava. Ele sempre foi assim. Eu conheci Michael por 21 anos e ele nunca mudou! Ele era a mesma pessoa.

IM: Você fez algo no rancho Neverland?

DN: Não. Eu fiz planos para ele ter um parque aquático e algumas outras coisas que nunca aconteceram.

IM: Você criou a capa de “Heal the World”. Você veio com a ideia, ou Michael lhe deu direção?
 
 

DN: Nós, na verdade, falávamos sobre uma caridade e, então, eu fiz vários diferentes designes e Michael escolheu um. Eu, provavelmente, fiz de 30 a 40 diferentes desinges. Eu gostava de dar a ele escolhas para chegar perto da perfeição. Ele nunca me disse para fazer coisas, era sempre uma colaboração e eu adorava trabalhar com ele. Eu sinto falta dele todo dia. Eu fiquei tão chocado quando ele faleceu, que eu não pude aceitar isso. Eu pensei que fosse um engano! Eu pensei que eles o tinham levado para o hospital para reidratá-lo, porque ele ficava muito desidratado quando ele estava trabalhando duro. Eu não poderia aceitar que ele tinha partido, isso foi terrível.

IM: Foi um terrível momento e nós podemos imaginar como você se sentiu, sendo tão próximo a ele. Qual é a pintura que você fez para ele é a sua favorita? Sua escolha pessoal.

DN: Eu penso que, talvez, “The Knight”. Eu realmente gosto dessa e essa é a única pintura que eu fiz com prazo de entrega. Eu não tenho certeza sobre o que ele tinha planejado para ela, para ser honesto, mas eu tive um prazo de entrega apertado. Quando eu terminei a pintura, eu a enviei para Michael em Los Angeles, porque ele estava partindo para Paris e a levaria com ele. Nós tivemos um terrível momento colocando a pintura na caixa. Ele estava enviando aquela coisa para toda parte. Eu me lembro de que, uma vez, foi depois do 11 de setembro, ele me chamou para fazer alguns reparos nela, por causa dos danos causados no envio. Assim, eu fui para o aeroporto com minha mala cheia de coisa de pintura para voar para o rancho. Eles me pararam no aeroporto, me colocaram contra a parede, esta diretora da segurança estava muito zangada que ela estava tremendo! Ele queria me prender. Foi louco!

IM: Em 11 de setembro, Michael estava em Nova Iorque para os concertos para o Aniversário de 30 anos dele, Liz Taylor e Marlon Brando alugaram um carro para voltar de Los Angeles. Isso é verdade?

DN: Eu acho que ele pegou um trem! Sim! Ele adorava trens. Ele me ligou uma vez e disse: “Adivinha onde eu estou? Estou em um trem! Isso é ótimo, nós estamos nos divertindo!” Era um grande choque vê-lo! As pessoas falavam: “O que você está fazendo aqui?” e a resposta de Michael era: “Eu tenho que estar em algum lugar1” [Gargalhadas] Mas viajar em público era complicado para ele e ele realmente odiava isso. Ele usava disfarces e, um dia, nós estávamos em uma loja de brinquedos, durante o Halloween, e a loja tinha acabado de abrir. Michael tinha comprado uma fantasia com nariz e dentes falsos para voltar ao rancho. Havia muitas pessoas lá, como se fosse a inauguração. As pessoas começaram a olhar para Michael e o gerente veio e perguntou a ele se ele era Michael Jackson. Michael disse sim e o gerente disse: “Eu pedirei a você que saia”. Isso foi porque as pessoas ficavam com medo de que os clientes entrassem em pânico e causassem danos à loja. Portanto, nós sempre éramos convidados a sair. Isso era realmente embaraçoso para Michael. Por que você deveria ser expulso por que você é certa pessoa?! Isso aconteceu com Michael e Lisa em Nova Iorque. Eles foram a um shopping center e as pessoas os descobriram lá e causaram centenas de milhares de dólares em danos para alcançar Michael. As pessoas na loja disseram a ele para nunca voltar! Ele tinha que ligar primeiro para as lojas fecharem para ele comprar1 Ele também se tornou em expert em sair das roupas! As pessoas iriam agarrá-lo, então, ele iria, rapidamente, remover a camiseta ou suéter dele! Ele me mostrou partes da cabeça dele onde as pessoas arrancaram um chumaço de cabelo do coro cabeludo dele! Era por isso que ele sempre protegia os olhos dele assim [David coloca as mãos sobre a face e olhos dele].

IM: Se você pudesse passar mais um dia com Michael, o que você fariam?

DN: Oh, meu... Eu acho que eu simplesmente adoraria a companhia dele, apenas conversar como fazíamos. Ele era uma pessoa muito sábia, sabe. Michael sabia algo sobre tudo; ciência, medicina, todos os tipos de coisas. Nossas conversas eram muito divertidas. Disso é o que eu mais sinto falta.

IM: Você está trabalhando em algum projeto agora?

DN: Na verdade, eu estou fazendo algumas pinturas. Eu sou um pinto, sabe, e eu não posso me aposentar! Algumas pessoas trabalham a vida toda para se aposentar e pintar, o que eu farei? Tornar-me um contador? [Gargalhadas].

IM: Obrigado, David! Foi maravilhoso falar com você! Suas histórias e amor por Michael são surpreendentes e cativantes! Foi um prazer!

DN: Eu amo o que vocês estão fazendo e continuem com isso! Muito obrigado a vocês.

 

 

 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Iconic Magazine: Entrevista Exclusiva com David Nordahl (parte2)





IM: Nós temos visto, na verdade, algumas das suas pinturas na Exposição Michael Jackson, aqui em Londres, elas são maravilhosas, especialmente “The Knight”! Você pode nos dizer mais sobre o “The Lost Boys Productions”?

DN: Obrigado. “The Lost Boys Productions” foi antes da primeira acusação. Nós estávamos trabalhando em uma companhia cinematográfica chamada “The Lost Boys Productions”, que Michael iniciou. Ele recebeu 40 milhões da Sony para dar início à companhia e eu estava trabalhando em logo para isso. Na verdade, tudo teve a ver com aquele dentista que acusou Michael. Eu sabia disso antes que chegasse a imprensa. O assistente pessoal de Michael me disse que ele enfrentava de 50 a 60 processos por ano! O dentista, que teve alguma coisa a ver com o script para o filme “The Goonies”, pensou que por ter se tornado amigo de Michael, Michael faria dele um sócio nesse projeto. Se você se lembra, esse dentista conseguiu 20 milhões de dólares, o que é exatamente metade do que a Sony deu. Portanto você vê como tudo isso se encaixa. Quando ele descobriu que Michael não faria dele um sócio, ele apenas fez isso! Isso é louco é perturbador para mim, porque Michael realmente pensou que eles eram amigos! É terrível!

IM: Você sabe como Michael se sentiu sobre isso?

DN: Ele se sentiu completamente traído! Nós conversamos sobre isso e Michael sempre me disse que nós estamos na Terra para fazer alguma coisa. Ele estava aqui para ajudar crianças. Ele gastava muito com crianças! Michael não falava sobre coisas que ele fazia por crianças. Ele pensava que se você faz caridade e fala sobre isso, isso tira o significado do que você está tentado fazer. A maioria do que eu soube sobre coisas que ele fez, foi através do assistente pessoal dele e de pessoas em volta dele. Eu estava como Michael e Lisa-Marie em New York, depois que ele voltaram de Bucharest, onde eles ajudaram um menino moribundo a conseguir um transplante. Eles iam pagar pela operação que custaria 250 mil dólares, mas quando as pessoas souberam que Michael e Lisa estavam pagando, a operação pulou para meio milhão de dólares! As pessoas tratavam Michael assim! Muito cruel.

IM: Isso é injusto e extremamente triste! Qual é a sua memória mais querida de Michael?

DN: Oh, Deus, há tantas!

IM: Bem, nos fale sobre elas!

DN: [Gargalhadas]... Ele era muito divertido e tinha um ótimo senso de humor. Nós nos divertimos muito! Ele levava a música dele, o trabalho dele e aas coisas que ele fazia pelas crianças muito seriamente, mas ele não levava a si mesmo a sério. Eu passei muito tempo com ele, algumas vezes três semanas de uma vez. Todo esse tempo, eu nunca o ouvi elevando a voz com raiva. Ele era muito gentil e generoso, o melhor que eu já conheci. A coisa engraçada é que toda vez que seu estava com ele, ele me tratava como se eu fosse a celebridade! [Gargalhadas]...

IM: Bem, você é um artista maravilhoso; eu simplesmente adoro sua pintura o Apache!

DN: Obrigado! A última vez que eu estive com ele, nós passamos duas semanas na Carolina do Sul, em uma casa de praia. Vans de noticiários e fotógrafos estavam todos do lado de fora do rancho. Nós levantamos por volta das duas ou três da manhã, agasalhamos as crianças e corremos para uma casa de praia no subúrbio. Nós fomos em um maravilhoso ônibus, com música e tela de TV, uma viagem muito relaxante. Essa foi minha última vez com Michael e as crianças. Veio o julgamento e, depois, Michael deixou os EUA. Michael estava muito preocupado com as crianças, não com ele ! Ele estava muito desiludido com os EUA! Ele foi para a África, Irlanda... Quando ele voltou para This Is It, ele chamou Giorgio [Nate Giorgio, um artista] e lhe disse que ele tinha encontrado um lugar em Las Vegas para fazer um museu para nossa arte... Nós três tínhamos esse plano de fazer um museu. Giorgio perguntou a Michael se ele deveria me contatar, e Michael disse a ele: “Não, não! Eu ligarei para ele”. Ele nunca me ligou e, então, nós perdemos Michael.


 

IM: O museu teria sido incrível!

DN: Sim! Aquele museu era algo que ele sempre quis fazer com artefatos e pinturas.

IM: Então, qual foi a última obra que você criou para Michael?






Continua...