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sábado, 27 de outubro de 2012

Álbum Michael - As Música : "Breaking News"


7.                BREAKING NEWS 
 
(Escrita por Michael Jackson, Eddie Cascio e James Porte. Produzida por Teddy Riley, Angelikson e Michael Jackson. Vocais guias: Michael Jackson. Vocais backgrounds: James Porte. Talentos de vozes: Stewart Brawley, Sandy Orkin, Stacey Michaels, Michael Lefevre e Lisa Orkin. Produção voiceover: Michael Leferve)
 
 
“Breaking News” será, para sempre, ligada à controvérsia em volta dos vocais dela, os quais foram, ferozmente contestados pela família de Jackson e pelos fãs. Em dezembro de 2010, o coescritor e coprodutor da faixa, Eddie Cascio, apareceu com a família dele no Oprah Winfrey Show defendendo a veracidade do trabalho dele, alegando que ela foi gravada no porão dele, em 2007. De acordo com Cascio, as músicas foram, na maioria, escritas e gravadas antes de Jackson chegar à casa deles, em New Jersey; eles, substancialmente, o convenceram a acrescentar vocais ao material.
 
Pra alguns, no entanto, as explicações de Cascio – e as garantias da Sony e do espólio de Michael Jackson – não encerraram a questão. Dúvidas continuam e rodopiar sobre a originalidade da música, processo e incomuns sons vocálicos. Quanto a substancia da música, em si mesma, “Breaking News” é território familiar, oferecendo uma crítica ao jeito como as pessoas se alimentam de “breaking news” (leia-se escândalos) com obsessiva compulsão. (“Não importa o que/Você apenas quer ler isso de novo”). Sonoramente, ela contém ecos do hit produzido por Teddy Riley, de 1988, “My prerrogativa” (de Bob Brown). Riley, quem adicionou novas produções à faixa depois da morte de Jackson, usa ameaçadoras cordas, enérgicos instrumentos de sopro e uma pulsante batida new jack para tentar acentuar a mensagem sinistra da música.
 
 

Álbum Michael - As Músicas : " (I Can't Make It) Another Day"



8.                (I CAN’T MAKE IT) ANOTHER DAY
(Escrita por Lenny Kravitz. Produzida por Lenny Kravitz. Coproduzida por Michael Jackson. Vocais guias e backgrounds: Michael Jackson. Vocais backgrounds: Leny Kravitz) 

“Another Day” foi originalmente gravada em 1999, no legendário Marvin’s romm Studio, em Los Angeles. “Ela foi a mais incrível experiência que eu tive em estúdio”, recorda Lenny Kravitz, que escreveu e produziu a música. “Ela foi feita por duas pessoas que se respeitavam e amam música.” O resultado foi uma faixa única e poderosa que explode dos alto-falantes.
A demo original teve Michael invocando uma força cósmica, acima da inflexível, industrial, batida funk e um refrão altivo. “Eu tenho abrido meu coração, eu quero que você entre”, ele implora em um verso. “Eu fecho meus olhos, eu estou procurando pelo seu amor.” Os versos são sustentados em tensão, construindo antecipação, antes de Jackson lançar a energia reprimida sobre a preponderante guitarra e vocais curtos e cortados de Kravitz. Ela é um dos melhores trabalhos de rock de Jackson, desde “Give In To Me”, de Dangerous, mas no fim, deixada de fora de Invincible.
Kravitz retornou para “finalizar” a música depois da morte de Jackson. A versão que ele completou para o álbum apresenta mais proeminente bateria e guitarra e uma nova outro. Enquanto a intenção dele era, sem dúvida, tornar a música melhor, porém, o embelezamento mudou o humor da música. Onde a demo original ressalta os vocais de Jackson, transmitindo a maravilha e mistério da música, a atualização de Kravitz oferece mais de um sentimento funk, rock clássico. Embora um fragmento da demo original tenha vazado na internete, é desconhecido se uma versão completa será lançada.

 


Álbum Michael - As Músicas : "Behind the Mask"


9.                BEHIND THE MASK

(Escrita por Michael Jackson, Chris Mosdell e Ryuichi Sakamoto. Produzida por Michael Jackson, John McClain e Jon Nettlesbey, “Behind the Mask” contém um sample da gravação “Behind the Mask” quando performada pela Yellow Magic Orchestra. Vocais guias e backgrounds: Michael Jackson. Vocais adicionais: Hanice Wilson e Alphonso Jones)
 

“Behind the Mask” foi primeiro gravada no estúdio de Jackson, em Hayvenhurst, em 1981. Ela era uma adaptação de uma música de um inovador grupo japonês de electro-pop, o Yellow Magic Orchestra. Quando Jackson ouviu a peça guiada por sintetizador pela primeira vez, ele ficou fascinado pelo som futurístico e aura incomum. Ele, subsequentemente, procurou por Ryuichi Sakamoto para pedir permissão para retrabalhar a música, incluindo adições de novas letras. Com a aprovação de Sakamoto, Jackson foi ao trabalho, desenvolvendo uma fantástica nova versão. A faixa teria ficado bem em casa, em Thriller e, do mesmo modo, seria um grande hit. Infelizmente, ela nunca foi feita no Westlake Studios, para a trilha sonora, devido à disputa de créditos da música. Mais tarde, entretanto, da versão de Jackson foram feito covers, pelo tecladista dele, Greg Phillinganes, Eric Clapton e, ironicamente, Ryuichi Sakamoto. Por décadas, fãs ansiaram ouvir Jackson na música, mas mesmo os créditos como compositor tendo sido resolvidos, em 1985, ela nunca foi lançada.

Talvez por ser consistente com a maioria do novo material do álbum, entretanto, o coexecutor, John McClain, decidiu produzir e arranjar por completo a música, novamente, para MICHAEL, incluindo um baixo diferente, a adição de dois solos de sax, barulho de multidão e uma cantora na outro. Tais liberdades criativas provocaram frustação entre os fãs, que estavam ansiosos para escutar a última versão trabalhada de Jackson, em vez de uma reinterpretação. Não está claro se a demo, há tempos ansiada, a qual foi modelada muito de perto por Greg Phillinganes na gravação dele, de 1985, será, eventualmente, lançada.

Mas independentemente da mixagem, a música em si é soberba. Nos vocais transbordando com vitalidade e paixão, Jackson narra a história de superfícies enganosa e ilusões. “Atrás da máscara, você controla seu mundo”, ele canta. Mais tarde, vocais backgrounds, que soam como cyborgs, transmitem distópicos máximos de alienação (“Não há nada nos seus olhos/ Mas este é o jeito como você chora”). A música também apresenta uma incrível linha de baixo, o inquietante beatboxing de Jackson e um misterioso teclado no estilo “Good Vibration” servindo como uma contra melodia. Ela é, indiscutivelmente, uma joia da coroa, no tesouro encontrado das músicas da era Thriller não lançadas em álbum de Jackson.


 









                               

Álbum Michael - As músicas: "Much too Soon"






10.           MUCH TOO SOON
(Escrita por Michael Jackson. Produzida por Michael Jackson e John McClain. Vocais guias e backgrounds: Michael Jackson) 

A música que fecha o álbum apresenta a habilidade de Jackson como cantor-compositor, para magnífico efeito. Essa música, assim, – sem dúvidas, a melhor balada de Jackson – não ter integrado um álbum, enquanto ele estava vivo, é uma tragédia por si só. “Much Too Soon” é uma sofisticada expressão de perda e saudade que se sustenta ombro a ombro com algumas das melhores baladas folks dos Carpenters e dos Beatles. A letra se lê quase como um poema W.B Yats.
A faixa foi, primeiro, escrita por Jackson, em 1981, e revisitada múltiplas vezes durante anos. Os vocais nessa versão foram gravados em 1994, no Hit Factory, durante as sessões de HIStory. A engenharia e mixagem dela foram feitas, originalmente, por Bruce Swedien (essa versão vazou online, nas semanas que precederam ao lançamento do álbum). “Michael entrou um dia e disse que ele teve uma ideia e precisava de um guitarrista”, recorda o engenheiro assistente, Rob Hoffman. “Assim, eles chamaram um cara, Jeff Mironov, para a sessão. Ele se sentou com MJ na cabine de isolamento e Michael, pacientemente, cantou todas as notas de cada acorde e a melodia. Ele tinha a coisa toda na cabeça dele. Quando Jeff fez isso, Michael veio para a sala de controle e cantou, ao vivo, enquanto Jeff fazia algumas tomadas... Eu acredito que nós fizemos cerca de 5 ou 6 tomadas, todas elas incríveis... Mas a música foi guardada e nunca trazida de novo.”
A versão que aparece em MICHAEL, apresentando mais proeminente acordeom e corda, foi produzida, novamente, para o álbum, pelo coexecutor John McClain.
A música, um Jackson sem esperança, acompanhada pelo útil trabalho de guitarra acústica de Tommy Emmanuel, canta sobre ser separado de quem ama “muito cedo”. A emoção no vocal surge com tal pureza e honestidade, que o ouvinte sente, a cada vez, a dor no coração. “Leve embora esta tristeza sem fim”, ele implora em um verso. “Tire este sentimento de solidão da minha alma.” Dado o contexto da vida de Jackson, essas palavras carregam profundidade e ressonância.
A ponte apresenta uma harmonia solo, que ressalta a essência blues-folk da música, antes de Jackson retornar com o verso final sobre “nunca deixar o destino controlar a alma [dele]”. É uma música linda, agridoce, que, perfeitamente, tempera esperança e tristeza, solidão e o desejo por reconciliação. Por todo o estrelato de Jackson, “Much Too Soon” relembra a todos que por trás da construção da mídia estava um ser humano.

                            Michael Jackson sorri, enquanto em turnê, em Tóquio, em 1987.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Iconic Magazine: Entrevista Exculisa Com David Nordahl (parte 3)


IM: Quando você percebeu que a relação de trabalho de você se tornou uma amizade?

DN: Eu acho que foi quase imediatamente! Às vezes, você conhece alguém que você se entende na hora e, ás vezes, você conhece alguém é meio que desastroso! Nós ficamos confortáveis um com o outro e compartilhamos um passado semelhante. Na verdade, quando eu o conheci in Denver, ele tinha acabado de comprar o rancho. O rancho precisava de muito trabalho árduo; o zoo, a casa principal, o celeiro do outro lado, ele construiu o teatro e os brinquedos e tinha 40 acres de flores... Michael desenhou todas essas coisas! Ele queria criar um lugar mágico para crianças, que fosse real! Quando eu fui para os bastidores no concerto em Denver, havia uma fila de crianças em cadeiras de rodas, ele foi direito para o palco. Naquela primeira noite, um garotinho morreu. Depois do concerto, eu perguntei a Michael: “Como você pode fazer isso? Como você pode estar com estas crianças moribundas e, depois, ir para o palco?”, ele disse: “Como eu não poderia? Quando eu posso ajudar uma criança a viver uma hora a mais, um dia a mais, ou um mês a mais!” Michael sempre foi assim. Se alguém o ligasse com alguma criança doente em algum lugar, Michael voaria para lá na hora! Michael sempre deixaria algo com as crianças: “Eu estarei de voltas em duas semanas, eu quero vê-lo!” Essas crianças, na verdade, estavam vivendo mais porque elas queriam ver Michael de novo.

IM: É uma história maravilhosa! Realmente surpreende!

DN: É fácil quando você enriquece se esconder do lado feio da vida e não se importar com pessoas que estão morrendo ou crianças doentes. Era com isso que Michael se preocupava. Ele sempre foi assim. Eu conheci Michael por 21 anos e ele nunca mudou! Ele era a mesma pessoa.

IM: Você fez algo no rancho Neverland?

DN: Não. Eu fiz planos para ele ter um parque aquático e algumas outras coisas que nunca aconteceram.

IM: Você criou a capa de “Heal the World”. Você veio com a ideia, ou Michael lhe deu direção?
 
 

DN: Nós, na verdade, falávamos sobre uma caridade e, então, eu fiz vários diferentes designes e Michael escolheu um. Eu, provavelmente, fiz de 30 a 40 diferentes desinges. Eu gostava de dar a ele escolhas para chegar perto da perfeição. Ele nunca me disse para fazer coisas, era sempre uma colaboração e eu adorava trabalhar com ele. Eu sinto falta dele todo dia. Eu fiquei tão chocado quando ele faleceu, que eu não pude aceitar isso. Eu pensei que fosse um engano! Eu pensei que eles o tinham levado para o hospital para reidratá-lo, porque ele ficava muito desidratado quando ele estava trabalhando duro. Eu não poderia aceitar que ele tinha partido, isso foi terrível.

IM: Foi um terrível momento e nós podemos imaginar como você se sentiu, sendo tão próximo a ele. Qual é a pintura que você fez para ele é a sua favorita? Sua escolha pessoal.

DN: Eu penso que, talvez, “The Knight”. Eu realmente gosto dessa e essa é a única pintura que eu fiz com prazo de entrega. Eu não tenho certeza sobre o que ele tinha planejado para ela, para ser honesto, mas eu tive um prazo de entrega apertado. Quando eu terminei a pintura, eu a enviei para Michael em Los Angeles, porque ele estava partindo para Paris e a levaria com ele. Nós tivemos um terrível momento colocando a pintura na caixa. Ele estava enviando aquela coisa para toda parte. Eu me lembro de que, uma vez, foi depois do 11 de setembro, ele me chamou para fazer alguns reparos nela, por causa dos danos causados no envio. Assim, eu fui para o aeroporto com minha mala cheia de coisa de pintura para voar para o rancho. Eles me pararam no aeroporto, me colocaram contra a parede, esta diretora da segurança estava muito zangada que ela estava tremendo! Ele queria me prender. Foi louco!

IM: Em 11 de setembro, Michael estava em Nova Iorque para os concertos para o Aniversário de 30 anos dele, Liz Taylor e Marlon Brando alugaram um carro para voltar de Los Angeles. Isso é verdade?

DN: Eu acho que ele pegou um trem! Sim! Ele adorava trens. Ele me ligou uma vez e disse: “Adivinha onde eu estou? Estou em um trem! Isso é ótimo, nós estamos nos divertindo!” Era um grande choque vê-lo! As pessoas falavam: “O que você está fazendo aqui?” e a resposta de Michael era: “Eu tenho que estar em algum lugar1” [Gargalhadas] Mas viajar em público era complicado para ele e ele realmente odiava isso. Ele usava disfarces e, um dia, nós estávamos em uma loja de brinquedos, durante o Halloween, e a loja tinha acabado de abrir. Michael tinha comprado uma fantasia com nariz e dentes falsos para voltar ao rancho. Havia muitas pessoas lá, como se fosse a inauguração. As pessoas começaram a olhar para Michael e o gerente veio e perguntou a ele se ele era Michael Jackson. Michael disse sim e o gerente disse: “Eu pedirei a você que saia”. Isso foi porque as pessoas ficavam com medo de que os clientes entrassem em pânico e causassem danos à loja. Portanto, nós sempre éramos convidados a sair. Isso era realmente embaraçoso para Michael. Por que você deveria ser expulso por que você é certa pessoa?! Isso aconteceu com Michael e Lisa em Nova Iorque. Eles foram a um shopping center e as pessoas os descobriram lá e causaram centenas de milhares de dólares em danos para alcançar Michael. As pessoas na loja disseram a ele para nunca voltar! Ele tinha que ligar primeiro para as lojas fecharem para ele comprar1 Ele também se tornou em expert em sair das roupas! As pessoas iriam agarrá-lo, então, ele iria, rapidamente, remover a camiseta ou suéter dele! Ele me mostrou partes da cabeça dele onde as pessoas arrancaram um chumaço de cabelo do coro cabeludo dele! Era por isso que ele sempre protegia os olhos dele assim [David coloca as mãos sobre a face e olhos dele].

IM: Se você pudesse passar mais um dia com Michael, o que você fariam?

DN: Oh, meu... Eu acho que eu simplesmente adoraria a companhia dele, apenas conversar como fazíamos. Ele era uma pessoa muito sábia, sabe. Michael sabia algo sobre tudo; ciência, medicina, todos os tipos de coisas. Nossas conversas eram muito divertidas. Disso é o que eu mais sinto falta.

IM: Você está trabalhando em algum projeto agora?

DN: Na verdade, eu estou fazendo algumas pinturas. Eu sou um pinto, sabe, e eu não posso me aposentar! Algumas pessoas trabalham a vida toda para se aposentar e pintar, o que eu farei? Tornar-me um contador? [Gargalhadas].

IM: Obrigado, David! Foi maravilhoso falar com você! Suas histórias e amor por Michael são surpreendentes e cativantes! Foi um prazer!

DN: Eu amo o que vocês estão fazendo e continuem com isso! Muito obrigado a vocês.

 

 

 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Iconic Magazine: Entrevista Exclusiva com David Nordahl (parte2)





IM: Nós temos visto, na verdade, algumas das suas pinturas na Exposição Michael Jackson, aqui em Londres, elas são maravilhosas, especialmente “The Knight”! Você pode nos dizer mais sobre o “The Lost Boys Productions”?

DN: Obrigado. “The Lost Boys Productions” foi antes da primeira acusação. Nós estávamos trabalhando em uma companhia cinematográfica chamada “The Lost Boys Productions”, que Michael iniciou. Ele recebeu 40 milhões da Sony para dar início à companhia e eu estava trabalhando em logo para isso. Na verdade, tudo teve a ver com aquele dentista que acusou Michael. Eu sabia disso antes que chegasse a imprensa. O assistente pessoal de Michael me disse que ele enfrentava de 50 a 60 processos por ano! O dentista, que teve alguma coisa a ver com o script para o filme “The Goonies”, pensou que por ter se tornado amigo de Michael, Michael faria dele um sócio nesse projeto. Se você se lembra, esse dentista conseguiu 20 milhões de dólares, o que é exatamente metade do que a Sony deu. Portanto você vê como tudo isso se encaixa. Quando ele descobriu que Michael não faria dele um sócio, ele apenas fez isso! Isso é louco é perturbador para mim, porque Michael realmente pensou que eles eram amigos! É terrível!

IM: Você sabe como Michael se sentiu sobre isso?

DN: Ele se sentiu completamente traído! Nós conversamos sobre isso e Michael sempre me disse que nós estamos na Terra para fazer alguma coisa. Ele estava aqui para ajudar crianças. Ele gastava muito com crianças! Michael não falava sobre coisas que ele fazia por crianças. Ele pensava que se você faz caridade e fala sobre isso, isso tira o significado do que você está tentado fazer. A maioria do que eu soube sobre coisas que ele fez, foi através do assistente pessoal dele e de pessoas em volta dele. Eu estava como Michael e Lisa-Marie em New York, depois que ele voltaram de Bucharest, onde eles ajudaram um menino moribundo a conseguir um transplante. Eles iam pagar pela operação que custaria 250 mil dólares, mas quando as pessoas souberam que Michael e Lisa estavam pagando, a operação pulou para meio milhão de dólares! As pessoas tratavam Michael assim! Muito cruel.

IM: Isso é injusto e extremamente triste! Qual é a sua memória mais querida de Michael?

DN: Oh, Deus, há tantas!

IM: Bem, nos fale sobre elas!

DN: [Gargalhadas]... Ele era muito divertido e tinha um ótimo senso de humor. Nós nos divertimos muito! Ele levava a música dele, o trabalho dele e aas coisas que ele fazia pelas crianças muito seriamente, mas ele não levava a si mesmo a sério. Eu passei muito tempo com ele, algumas vezes três semanas de uma vez. Todo esse tempo, eu nunca o ouvi elevando a voz com raiva. Ele era muito gentil e generoso, o melhor que eu já conheci. A coisa engraçada é que toda vez que seu estava com ele, ele me tratava como se eu fosse a celebridade! [Gargalhadas]...

IM: Bem, você é um artista maravilhoso; eu simplesmente adoro sua pintura o Apache!

DN: Obrigado! A última vez que eu estive com ele, nós passamos duas semanas na Carolina do Sul, em uma casa de praia. Vans de noticiários e fotógrafos estavam todos do lado de fora do rancho. Nós levantamos por volta das duas ou três da manhã, agasalhamos as crianças e corremos para uma casa de praia no subúrbio. Nós fomos em um maravilhoso ônibus, com música e tela de TV, uma viagem muito relaxante. Essa foi minha última vez com Michael e as crianças. Veio o julgamento e, depois, Michael deixou os EUA. Michael estava muito preocupado com as crianças, não com ele ! Ele estava muito desiludido com os EUA! Ele foi para a África, Irlanda... Quando ele voltou para This Is It, ele chamou Giorgio [Nate Giorgio, um artista] e lhe disse que ele tinha encontrado um lugar em Las Vegas para fazer um museu para nossa arte... Nós três tínhamos esse plano de fazer um museu. Giorgio perguntou a Michael se ele deveria me contatar, e Michael disse a ele: “Não, não! Eu ligarei para ele”. Ele nunca me ligou e, então, nós perdemos Michael.


 

IM: O museu teria sido incrível!

DN: Sim! Aquele museu era algo que ele sempre quis fazer com artefatos e pinturas.

IM: Então, qual foi a última obra que você criou para Michael?






Continua...

domingo, 7 de outubro de 2012

Iconic Magazine: Entrevista Exclusiva com David Nordahl (1 parte)


ICONIC MAGAZINE

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM DAVID NORDAHL

 
 

Traduzido por Daniela Ferreira para o blog The Man in the Music.

Fonte: Iconic magazine, edição de agosto de 2012.
 

 













David Nordahl, um autoretrato.



IM: Iconic magazine

DN: David Nordahl

  

Nascido em 1941, David Nordahl cresceu em uma fazenda em Minessota, desenhando e pintado desde a tenra idade.

Em 1978, David começou a pintar o Apache. De todas as tribos americanas nativas, a Apache continua sendo a menos conhecida e compreendida.

Em 1988, David começou a pintar para Michael Jackson. Juntos, eles criaram quadros e planos para um parque de diversões e atrações em Las Vegas. Este produtivo relacionamento continuou até Michael morrer em 2009.

David, agora, vive em Santa Fé, Novo México, e continua a pintar o Apache, assim como povo fantasia e animais. As pinturas dele podem ser encontradas em museus e coleções particulares nos Estados Unidos e muitos outros países estrangeiros.

IM: Bom dia, David! É uma honra falar com você! Eu sou um grande fã do seu trabalho. Como Michael descobriu sua arte e o contatou pela primeira vez?

DN: Eu tinha uma pintura no escritório do diretor cinematográfico, Steven Spielberg, O escritório dele me disse para esperar a ligação de outro ator e, duas semanas mais tarde, eu recebi a ligação de uma assistente pessoal. Ela me disse que o chefe dela, que eu supus ser um destes atores, queria ver minha arte, assim, eu enviei as fotos do meu trabalho terminado. Eu estava trabalhando tarde em um anoitecer e o telefone tocou à meia noite. Eu pensei que fosse uma emergência; normalmente a pessoas não ligam a essa hora da noite. A voz do outro lado disse: “Aqui é Michael Jackson”, e eu pensei, nem, não pode ser! Ele disse obrigado por enviar a fotos e, daí, eu entendi que foi a assistente pessoal dele quem pediu. Nós conversamos por cerca de uma hora àquela noite e ele me perguntou se eu dava aulas de pintura. Eu disse que não, mas ele perguntou se eu não daria aulas de pintura a ele. Eu disse a ele que eu tinha que pensar sobre isso, porque eu estava no meio de uma pintura para outra exibição. Eu vi na TV que ele estava em turnê, em Kansas City, em fevereiro de 1988, portanto, eu pensei que eu não o ouviria por algum tempo, já que ele estaria ocupado em turnê. Mas a assistente pessoal dele, Julie, ligou-me e de volta para perguntar se eu tinha pensado sobre a proposta e eu disse sim, eu adoraria fazer isso! Daí, ela me deu uma lista das cidades, onde ele estaria, e eu escolhi Denver, porque era muito próxima a mim. Assim, eu peguei minhas coisas de pintura, minha cadeira, e o equipamento de desenho enviei para Denver. Eu cheguei lá três dias antes do concerto e nós passamos três dias juntos, fazendo compras, desenhando, e fazendo todo tipo de coisa. Quando eu fui para o hotel pela primeira vez, Julie ligou e perguntou se estava tudo bem em Michael descer. Eu disse claro, e ele veio com dois guarda-costas. Eles ficaram conosco por um tempo para ver como nos dávamos, depois eles se foram. Nós nos divertimos! Ele era muito divertido.

IM: Qual foi a pintura que Michael notou no escritório de Spielberg?

DN: Era uma pintura irregular de cavalaria que impressionou Michael. Nós fizemos algum trabalho juntos, mas isso foi, inicialmente, um encontro e uma felicitação. Eu penso que ele realmente queria passar algum tempo comigo para ver minha opinião sobre arte e que tipi de pessoa eu era. Ele estava sendo cuidadoso.

IM: Quais pinturas você fez para ele, primeiro?

DN: Eu não sei realmente, agora, houve muitas! Meu trabalho não era limitado a pinturas, eu desenhava muitas atrações para temas de parques e atrações de Las Vegas, também. Michael tem uma participação em quase todos os hotéis que foram construídos lá!

IM: Isso é louco! Michael, na verdade, pousou para você?

DN: Não. Eu tentei uma vez, para a pintura “Fields of Dream”. Eu contratei um fotografo que veio ao rancho para tirar fotos de Michael. Mas Michael ficava engraçado em frente à câmera, ele não parecia natural, ele não se sentia à vontade. Portanto, eu acabei produzindo todas estas pinturas dele.

IM: Você fazia de memória?

DN: Eu usava fotos de revista para o rosto e o corpo dele.

IM: Nós realmente pensávamos que ele posava para você. Era difícil capturar Michael? Pegar o que você queria expressar?

DN: Não, realmente, eu passava muito tempo com Michael. Isso é importante quando você vai pintar retratos de alguém, entender quem eles são, o que eles fazem, a personalidade deles, e ficar confortável com eles. Ele nunca rejeitou nada, ele gostou de tudo que eu fiz.

IM: Ele requereu comissão de alguma dessa pintura?

DN: Claro! A maioria dos projetos que nós desenvolvemos, fizemos juntos. Eu tinha ideias, ele tinha ideias e isso era sempre uma colaboração. Era maravilhoso trabalhar come ele. Ele exigia perfeição, exatamente como na música dele. Eu me lembro de que ele estava em uma sessão de gravação em L.A., na Sunset Boulevard, eu estava afazendo um projeto para ele, naquela época, e estava no Hilton. Ele em ligou logo depois da meia noite e me pediu para trazer meus desenhos para ele no estúdio de gravação, então eu os levei em uma maleta. Quando eu cheguei, Michael me chamou para uma sala pequena e me disse: “Eles todos estão com raiva de mim!” – Slash estava lá, todos estes caras que costumavam determinar uma faixa, na primeira vez, e Michael trabalhava em uma faixa várias vezes! Michael sempre disse que isso tinha tão perfeito quanto pudesse ser e aqueles caras estavam irritados com isso! Quando eu parti de volta ao hotel, a maleta parecia muito pesada. Eu abri e toneladas de chiclete estavam lá! [Gargalhadas]. Ele faria coisas assim, você sabe! Pessoalmente, eu não sei como ele conseguiu tanto chiclete! Ele era um brincalhão! Você tinha que ser cuidados quando estava perto dele.

 

 

 

 

 





segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Apresentando Michael Jackson: GoneToo Soon: As Muitas Vidas da Elegia de Michael Jackson




 
GoneToo Soon: As Muitas Vidas da Elegia de Michael Jackson


 

Este artigo foi originalmente publicado no The Atlanticem 25 de junho de 2012, no aniversário de três anos de morte de Jackson.






 
 
Quando Michael Jackson morreu três anos atrás, entre as muitas canções em seu catálogo injetadas com novo significado, esteve abalada de 1991, "Gone Too Soon". Interpretada por Usherno memorial de Michael Jackson, a trilha tinha fascinado Jackson anos antes de ele gravar e foi, finalmente, colocada para tocar, após circunstâncias trágicas. Aqui está a história por trás da canção, que foi revivida, de novo, para os momentos de luto público.
 
Era mais de meia-noite, em um domingo, quando o telefone tocou na casa de Kohan. "Desculpe, eu o acordei?" uma voz sussurrou do outro lado da linha. "É Buzzie?”
 
Era Michael Jackson que, no momento, estava montando umadas maiores ondas de sucesso que a música popular já tinha visto. Este mês (fevereiro de 1983), Jackson foi destaque na capa da revista Rolling Stone, "Beat It" juntou-se a "BillieJean" no topo das paradas, seus vídeos toavam em um ciclo sem fimna MTV, e Thriller estava voando das prateleiras como fatias de pão.
 
"Buzzie" era Buz Kohan, produtor de televisão e escritor de renome (mais conhecido por seu trabalho em shows de premiação e shows de variedades, incluindo a Motown 25 especial). Jackson o conheceu quando o cantor tinha apenas 12 anos de idade. Buz morava perto, em Encino, na bela Beaumont Street. Ele era um veterano bem conhecido na indústria do entretenimento, e os dois se tornaram bons amigos. Jackson fazia perguntas intermináveis a ​​Buz sobre figuras lendárias como Bing Crosby, Gene Kelly, Sammy Davis e Fred Astaire – os "grandes", como ele os chamavam. Eles, mais tarde, trabalharam próximos, em Las Vegas, para o programa de variedades da familia Jackson.
 
"Nós deveríamos escrever algumas músicas juntos", um adolescente Jackson sugeriu um dia. Eles começaram a coescrever logo depois e suas colaborações, que incluiu canções como "Scared of the Moon" e "You Were There", continuaram ao longo das próximas duas décadas.

Dionne Warwick havia cantado "Gone Too Soon", durante uma homenagem a artistas de TV que morreram cedo.
Vendo a isso, Jackson chorou.
 
A esposa de Buz esposa, Rhea, havia se acostumado às chamadas de Jackson tarde da noite. "Só um segundo", disse ela, passando o telefone parao marido. Jackson estava chamando essa noite sobre uma música em particular. Mais cedo naquela noite, ele tinha visto Dionne Warwick (uma boa amiga) realizar uma homenagem no especial de TV, "Here's Television Entertainment." Isso foi dedicado a muitos artistas, cujas vidas tinham sido interrompidas muito cedo, John Lennon, Jimi Hendrix, Janis Joplin, e Sam Cooke, entre outros, mas sua pungência foi especialmente sentida devido à morte de Karen Carpenter poucos dias antes, com a idade de 32.
 
"Algunscantores levam consigo a energia de seu tempo", disse Warwick. "Eles se tornam símbolos ou sinalização. Eles são lembranças de nossas fragilidades e necessidade de se comunicar... [Hoje] ficamos com perguntas sem respostas que são feitas quando um grande talento é consumidoantes de seu tempo: Por quê? E se? E o que poderia ter sido?”
 
Warwick começou a cantar uma versão comovente de uma canção coescrita por Buz Kohan e Grossman Larry. Era chamada de "Gone Too Soon".
 
Jackson disse que ele chorou quando viu. Ele cresceu com a música dos Carpenters. Suas canções eram parte de seu DNA. Mas essa canção havia algo mais profundo sobre isso, a que ele se conectou.
 
Naquela noite, Jackson disse a Buz que ele sentiu que ele tinha que gravar isso algum dia. "É seu quando você quiser", disse Buz. Nos meses seguintes, no entanto, outros projetos vieram primeiro, incluindo os vídeos de música para "Beat It" e "Thriller". De vez em quando, "Gone Too Soon" reapareceu como um número tributo em eventos de caridade ou cerimônias. Além do desempenho de Dionne Warwick, ela, mais tarde, foi cantada por Patti Labelle e Donna Summer. Mas nunca foi gravada em um estúdio.
 
Anos mais tarde, em 1990, Buze Jackson estavam falando ao telefone quando Jackson trouxe um menino que ele havia se tornado amigo chamado Ryan White. "Ele não vai viver para sempre", disse Jackson. "Quero fazer algo especial para ele." Ryantornou-se a face nacional da AIDS em um momento em que adoença ainda era severamenteincompreendida, estigmatizado, e temido.
 
Um garoto comum de Kokomo, Indiana, Ryan contraiu o vírus da AIDS através de uma transfusão de sangue contaminado (Ryan era hemofílico). Ele foi, então, rejeitado, insultado, maltratado e ameaçado de violência por parte de seus colegas de classe e comunidade. Colegas o chamou de "bicha" e o trataram como um leproso. Membros de sua igreja local se recusaram a apertar sua mão. Vizinhos em sua rota de jornal cancelaram suas assinaturas. Eventualmente, ele foi forçado a sair de sua escola.
Quando ele ouviu a história, Jackson alcançouRyan para oferecer amizade e apoio. Eles, rapidamente, se tornaram próximos. Ambos estavam tão acostumados a se sentir diferente, segundo eles, foi um alívio se sentir "normal" por algumas horas em companhia um do outro. Ao longo dos meses seguintes, eles falaram ao telefone frequentemente. Ryan era um adolescente extremamente atencioso, eloquente e maduro. Ele entendeu que ele era odiado e temido por muitos, ele entendeu que havia sido jogado em um papel muito público, e ele entendeu que iria morrer em breve.
 
Jackson lembrou, uma noite, ouvindo Ryan White, na mesa dele nasala de jantar de sua mãe dizendo como enterrá-lo."Ele disse: 'Mãe, quando eu morrer,não me coloque em um terno e gravata", Jackson lembrou em uma entrevista com Shmuley Boteach. "Eu não quero estar em um ternoe gravata. Ponha-me em jeans OshKosh e uma T-shirt." Eu disse, 'eu tenho que usar o banheiro, e eu corri para o banheiro e chorei ao ouvir este menino dizer à mãe dele como enterrá-lo."
 
Jackson sabia que não poderia mudar o destino de Ryan, mas ele esperava dar-lhe algum escapismo e alegria antes de o tempo dele acabar. White e sua família fizeram várias viagens ao rancho Neverland, onde andou em quadricículos, comeu pizza, e assistiu a uma exibição privada de Indiana Jones: A Última Cruzada. "Essas viagens para a Califórnia me manteve em frente", disse Ryan.
Michael, depois, comprou um Mustang vermelho conversível para Ryan, o carro dos sonhos dele, para o seu aniversário. Apenas alguns meses depois, no entanto, em 8 de abril de 1990, Ryan morreu.
 
No dia seguinte, Michael chegou em Indiana. Ele sentou-se no quarto vazio de Ryan por hora, olhando para os souvenirs, roupas e fotos dele. "Eu não entendo quando uma criança morre," Jackson disse mais tarde. "Eu realmente não entendo." A mãe de Ryan, Jeane, ofereceu a que Jackson ele levasse qualquer coisa que quisesse como uma lembrança, mas ele disse a ela apenas para manter tudo no quarto como estava.
 
No jardim da frente, Michael viu o Mustangvermelho que ele havia dado a Ryan, meses antes, coberto com flores de condolencias. A irmã de Ryan, Andrea, entrou no carro com Jackson. Quando ele ligou o carro, "Man in the Mirror" começou a tocar. Era a última canção que Ryan tinha escutado.
 
Quando Buz Kohan soube da morte de Ryan, ele tinha recrutado Paulo Seurrat (que compilou e catalogados vídeos de Jackson) para reunir imagens de Jackson e Ryan juntos, juntamente com a versão de Dionne Warwick de "Gone Too Soon".
 
Michael chamou Buz logo depois. "É perfeito", disse ele. "Eu amo isso." Jackson havia prometido a Ryan que ele poderia estar no próximo vídeo de música dele, mas eles não tiveram tempo. Era isso, Jackson pensou. Ele iria criar um vídeo e música dedicados a Ryan e a causa dele. Eu quero que o mundo saiba quem você é, ele prometeu.

"Há uma coisa, porém," Jackson disse a Buz. "Eu não faço covers. Alguém já gravou?"
 
"Não," Buzz disse. "Tem sido cantada, mas não gravada. Meu povo tem uma palavra para isso. Bashert. Era para ser. Ela está esperando por você.”
 
Meses mais tarde, Buzz estava lá no estúdio Ocean Way, quando Jackson gravou a canção. Como de costume, Jackson cantou no escuro para mergulhar totalmente em si mesmo. Sentado pelo engenheiro Bruce Swedien na mesa de controle, Buz teve arrepios enquanto escutava. As letras eram sobre a beleza, transitoriedade e fragilidade da vida. As palavras poderiam facilmente transformar-se em clichês e sentimentalismo nas mãos de um artista comum, mas Jackson não era um artista comum. "Ele colocou a alma dele nisso", lembra Buz. "Não houve nenhum exagero ou afetação. Foi emoção real".
 
"Gone Too Soon" foi a faixa nº 13, de 14 de no álbum Dangerous. Ela foi lançada como singleno Dia Mundial da AIDS, 1 de dezembro de 1993. Jackson também cantou a música na galainaugural do presidente Bill Clintonpara continuar a educar o mundo sobre Ryan White e angariar apoio político e financiamento para a pesquisa da AIDS. Antes de cantar, Jackson falou com o público diretamente:
 
“Eu gostaria de ter um momento a partir desta cerimônia muito pública para falar de algo muito pessoal. Trata-se deum querido amigo meu, que não está mais com a gente. Seu nome é Ryan White. Ele era um hemofílico, que foi diagnosticado com o vírus da AIDS, quando tinha onze anos. Ele morreu pouco depois de completar 18 anos, o tempo em que a maioria dos jovens está começando a explorar possibilidades maravilhosas da vida. Meu amigo Ryanera um homem muito inteligente, muito corajoso, e um jovem muito normal, que nunca quis ser um símbolo ou um porta-voz de umadoença mortal. Ao longo dos anos, eu tenho compartilhado muitos momentosbobos, felizes e dolorosos com Ryan e eu estava com ele no final de sua breve, mas memorável, jornada. Ryan se foi e assim como qualquer pessoa que tenha perdido um ente querido para a AIDS, eu sinto falta dele profundamente e constantemente. Ele se foi, mas eu quero que a vida dele faça sentido para além de seu falecimento."
 
A "Gone Too Soon" foi dada nova relevância, em 25 de junho de 2009, quando Jackson morreu, inesperadamente, na casa dele, em Los Angeles. Ele tinha 50 anos de idade. Três anos depois, as palavras que ele, uma vez, animou com a voz inimitável e espírito dele, ainda ressoam. As possibilidades são que ela será cantada novamente.